O Ministério Público de São Paulo deflagrou a Operação Infiltrados, com prisões de três suspeitos: Maurício Aparecido de Oliveira, chefe dos investigadores da Dise de Campinas; Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do MP; e Itamar Gomes da Silva, ex-investigador da Polícia Civil. O objetivo é desarticular um esquema de troca de informações e extorsões ligado ao PCC. A operação apura plano de assassinato contra o promotor Amauri Silveira Filho, do Gaeco.
Envolvidos e atuação
Maurício era apontado como elo entre o empresário José Ricardo Ramos e o grupo, para viabilizar a execução do promotor. Um vídeo mostra o encontro entre Maurício e Ramos, responsável por dar andamento ao esquema de ataque, que não chegou a ocorrer. Ramos havia sido preso em 2025 pela Pronta Resposta.
Infiltração na promotoria
Gabriel Lira de Jesus teria acesso a bancos de dados e sistemas da promotoria de Campinas, obtendo informações de processos. A investigação indica que ele identificava criminosos com alto poder econômico para vender dados. A quebra de sigilo do celular de Dragão revelou que Gabriel cobrava cerca de 500 mil reais para manter as informações longe do Gaeco.
Conexões e desdobramentos
Itamar Gomes da Silva teria ligado Maurício ao empresário, e foi preso em um sítio na rodovia entre Cardoso e São João do Marinheiro. O ex-policial já havia sido condenado por extorsão e exonerado da Polícia Civil. A operação integra a segunda fase de investigações iniciadas no ano passado.
Contexto e desdobramentos
As ações da Operação Infiltrados se conectam a outras frentes: Off White, deflagrada em outubro de 2025, que visava o esquema de lavagem de dinheiro ligado a um líder do PCC. Defesas dos investigados não se manifestaram até o fechamento desta edição.
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