A Folha teve quatro trabalhos indicados entre os 50 selecionados ao Prêmio Gabo 2026, considerado o principal reconhecimento do jornalismo ibero-americano. O Brasil lidera a lista com 16 indicações entre 1.915 inscrições.
Na categoria Áudio, o podcast Folha na Escola, produzido por Laura Mattos, Eliane Leme e Magê Flores, está entre os indicados. A série aborda impactos da tecnologia na educação e na vida de crianças e adolescentes, por meio de histórias reais, relatos de sala de aula e entrevistas com especialistas.
Na categoria Fotografia, três trabalhos da Folha aparecem entre os indicados. Um deles é Como sobrevivem as democracias, de Gabriela Biló, que retrata os bastidores do julgamento que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado no STF.
Outro trabalho fotográfico destaca No limbo – o impacto de uma ferrovia na vida do povo Awá Guajá, de Lalo de Almeida. A série observa a Estrada de Ferro Carajás e seus efeitos sobre comunidades Awá Guajá, incluindo mudanças territoriais, de caça e do cotidiano, com foco em povos de recente contato e em isolamento voluntário.
O terceiro indicante é Retratos da guerra, de Yan Boechat, produzido durante a guerra entre Rússia e Ucrânia. A série utiliza fotografia analógica para explorar conexões entre conflitos históricos e contemporâneos, evidenciando impactos em territórios e pessoas.
O Prêmio Gabo foi criado pela Fundação Gabo, fundada pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez. Os finalistas serão anunciados em 25 de junho, e os vencedores serão conhecidos no Festival Gabo, de 23 a 26 de julho, em Bogotá, Colômbia.
A cerimônia recompensa 35 milhões de pesos colombianos (cerca de R$ 49 mil) aos vencedores de cada categoria, além de certificado e cópia da escultura Gabriel, do artista Antonio Caro. As informações são da Fundação Gabo e de reports da Folha.
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