Nesta semana, a jornalista e palestrante participou do Connection Terroirs do Brasil, em Gramado (RS). O evento reuniu produtores, especialistas e pesquisadores para discutir como transformar a identidade de um território em valor econômico, cultural e turístico. A edição ocorreu ao longo de dois dias.
Durante as atividades, foram debatidos cafés, vinhos, queijos, azeites, tequila e biodiversidade, com foco em indicações geográficas e desenvolvimento regional. A ideia central foi ampliar a compreensão de terroir para além dos produtos, enfatizando pessoas e histórias.
Ao abrir o encontro, a palestrante destacou que, ao longo de mais de duas décadas, acompanhou a ascensão do turismo de experiência e a valorização de produtores locais. A narrativa enfatizou a convivência entre produto e pertencimento.
A experiência no Pantanal inspirou a reflexão sobre o que torna um território relevante. A viagem foi acompanhada dos filhos da autora, que lembraram mais as pessoas do que a fauna ou as paisagens.
Para a discussão, o conceito tradicional de terroir — solo, clima, técnicas — foi colocado lado a lado com o papel de contextos históricos, culturais e sociais na formação de destinos. O objetivo é entender o sentido dos lugares.
A jornalista apontou que regiões como Toscana, Provence e Douro ilustram como o vinho funciona como porta de entrada para cultura, tradições e modos de vida, reforçando a ideia de que o produto é embaixador, enquanto a identidade é o verdadeiro patrimônio.
Entre os debates em Gramado, surgiram temas como indicações geográficas, sucessão familiar no campo e proteção de marcas. Houve consenso de que o valor territorial depende de como a produção se conecta a uma cultura de pertencimento.
Ao final do evento, ficou claro que a narrativa de origem envolve menos o que é produzido e mais a relação entre comunidades e território. A síntese apresentada reforçou que pertencimento é o diferencial estratégico de destinos no Brasil.
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