O contrato de namoro registrou um recorde em 2025 em São Paulo, segundo o Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB-SP). O ato, utilizado para proteger patrimônio, amplia a segurança jurídica de relacionamentos sem intenção de união estável imediata.
Entre 2016 e 2025, o número de contratos no estado cresceu 425%, passando de 20 para 105 atos, o maior volume da série histórica. A capital paulista respondeu sozinha por 175 desses contratos.
O CNB-SP aponta que a modalidade atende casais que já construíram patrimônio, imóveis, empresas ou aplicações e desejam iniciar uma relação sem criar insegurança para herdeiros. O fenômeno acompanha mudanças na estrutura familiar brasileira.
A expansão vem acompanhando o aumento de divórcios entre pessoas com mais de 50 anos. Dados do IBGE indicam que quase um terço dos casamentos atuais envolve pelo menos um cônjuge divorciado ou viúvo.
O contrato de namoro pode ser lavrado presencialmente em Cartório de Notas ou pelo formato digital via e-Notariado, com videoconferência e assinatura eletrônica, mantendo validade jurídica em todo o país.
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