Na capital paulista, a prática de rope jump segue a funcionar de forma irregular, mesmo após uma proibição municipal. Em agosto de 2005, a Prefeitura de São Paulo proibiu saltos no Viaduto Sumaré, um dos principais pontos da modalidade na cidade, após ocorrido acidente com queda durante evento de rapel. Ainda assim, anúncios de saltos são publicados pela internet, com ingressos a partir de 89 reais.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto no interior de São Paulo reacendeu o debate sobre o tema. Ela foi lançada de uma plataforma de cerca de 40 metros, sem que a corda de segurança estivesse conectada ao corpo, em uma ação ocorrida entre Limeira e Cordeirópolis, no sábado passado. Três homens foram presos em flagrante e responderão por homicídio com dolo eventual.
Na capital, a orientação oficial permanece firme: atividades radicais como saltos no Viaduto Sumaré são proibidas. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou que a fiscalização fica a cargo da Subprefeitura Lapa com apoio da Guarda Civil Metropolitana, e que a prática depende de autorização municipal conforme a Lei Municipal 14.139/2006 e o Decreto 51.296/2010. A prefeitura não confirmou números de autuações desde a proibição.
Apesar da posição oficial, o Viaduto Sumaré segue sendo utilizado para eventos divulgados em redes sociais e plataformas de venda de ingressos. Em dezembro de 2014, a prefeitura apoiou a realização da Fun Arena Vertical no local, que reuniu atividades como rapel, bungee jumping e tirolesa, com apoio da SEME. Representantes da ABRJP contestam a leitura da norma de 2005 e argumentam que o rope jump não é expressamente mencionado, caracterizando um limbo jurídico.
No debate sobre regulamentação, a ABRJP afirma que a Ponte da Sumaré é adequada para a prática segundo especialistas em segurança, que defendem uma legislação específica. A associação informou que trabalha na elaboração de um projeto de lei para regulamentar o rope jump, definir critérios de certificação para operadores e estabelecer protocolos de segurança. Enquanto isso, casos como o de Limeira evidenciam falhas de autorização e fiscalização em eventos de aventura.
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