Guilherme Torres da Silva, 22 anos, morreu dez meses após sofrer intoxicação por metanol. O jovem, morador de Itapecerica da Serra, foi sepultado nesta segunda-feira na capital paulista. A causa da morte ainda dependerá de laudos periciais para confirmar relação com o caso anterior.
Ele havia dado entrada no Hospital Municipal M’Boi Mirim em 16 de agosto de 2025, após consumir doses de gin adquiridas em uma adega próxima de casa. A suspeita inicial foi de intoxicação, evoluindo para quadros graves.
No hospital, Guilherme enfrentou diversas paradas cardíacas, ficou entubado e dependente de respirador. Ao longo de quase um ano, ficou paralítico e utilizou cadeira de rodas, registrando a luta pela recuperação em um perfil criado pela família.
Na última terça-feira, 16, familiares publicaram nota de falecimento nas redes sociais. A família agradeceu o apoio recebido durante o tratamento e o sepultamento, destacando as doações e mensagens recebidas.
A Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que aguarda os laudos para confirmar se há ligação entre o falecimento e o quadro de intoxicação investigado anteriormente. Somente a conclusão dessas análises poderá atestar a relação.
Até o momento, oito pessoas morreram no estado por intoxicação por metanol. Entre setembro e outubro de 2025, a crise elevou o alerta de saúde pública e atingiu principalmente jovens em diferentes estados, com o estado de SP apresentando o maior número de ocorrências.
Contexto do caso
O metanol, incolor e inodoro, pode causar náuseas, vômitos e tontura, evoluindo para visão turva e cegueira entre 6 e 24 horas após o consumo. Dados oficiais apontam apreensões significativas em operações contra bebidas adulteradas, com milhares de garrafas e insumos recolhidos.
Sob supervisão de Carolina Figueiredo
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