A data que celebra a alimentação consciente ganhou uma leitura prática neste mês: o Dia Mundial da Gastronomia Sustentável, celebrado em 18 de junho, foi criado pela ONU em 2016. A escolha do Peru como país-padrão reflete a identidade gastronômica que envolve alimentos locais e biodiversidade.
A organização internacional vinculou a data à Agenda 2030, destacando que a gastronomia acompanha toda a cadeia alimentar, desde a terra até o lixo. A proposta é ver a culinária como caminho para melhorar segurança alimentar, agricultura e preservação ambiental.
Entre as ações associadas ao tema, o Grupo Pereira lançou o projeto Menos Desperdício é Mais Comida, com receitas que utilizam talos, cascas e restos de verduras. O site agrega sugestões enviadas pelas cozinheiras das unidades da rede no Brasil.
A Bunge também divulgou um guia para a data, destacando o reaproveitamento de itens comuns de casa. O material incentiva olhar para o que já existe na despensa com novas aplicações culinárias, sem exigir ingredientes caros.
Outra frente envolve a prática de reduzir impactos, como o descarte inadequado de óleo de cozinha. O óleo precisa ser armazenado a frio em garrafa limpa e encaminhado a pontos de coleta, conforme orientações de iniciativas como o Soya Recicla.
Em vez de descartar o que sobra, há receitas que aproveitam arroz resfriado para bolinhos, talos de legumes para massas e recheios, ou carnes desfiadas para novos pratos. A ideia é transformar o que parece sobra em refeição.
Especialistas destacam que o segredo está na mudança de hábitos simples do cotidiano, não apenas em técnicas elaboradas. Pequenas ações, como usar o que já existe em casa, ampliam a eficiência da cozinha.
Por fim, o movimento reforça a necessidade de planejamento, armazenamento adequado e criatividade para reduzir o desperdício. A prática cotidiana que evita o descarte é apresentada como parte essencial da gastronomia sustentável.
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