Telê Ancona Lopez, professora emérita do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, morreu no dia 15 deste mês aos 87 anos. A pesquisadora atuou por décadas na catalogação, transcrição e recuperação de manuscritos inéditos de Mário de Andrade, uma das figuras centrais do modernismo brasileiro.
A trajetória de Telê começou na USP, onde concluiu Letras Neolatinas em 1961 na PUC-SP, seguiu para mestrado e doutorado sob orientação de Antonio Candido. Em pesquisa dedicada a Mário de Andrade, ela integrou o acervo do autor, originando trabalhos que ajudaram a definir a compreensão sobre o escritor.
Telê foi responsável pela curadoria do acervo do modernista, adquirido pelo IEB em 1968. Ela catalogou milhares de documentos e recuperou manuscritos inéditos, contribuindo para o conhecimento sobre a vida e a obra de Mário de Andrade.
Contribuições e legado
A pesquisadora também orientou jovens acadêmicos. Em uma de suas visitas de colaboração, apoiou Viviane Aguiar, hoje pós-doutoranda no Museu Paulista, que desenvolvia estudo sobre a relação entre Mário de Andrade e a culinária brasileira.
Colegas destacam a inteligência e a sensibilidade de Telê. O professor Luiz Fernando Bagolin relembra a curiosidade e o humor da colega ao lidar com questões relacionadas ao acervo. Ela costumava incentivar o diálogo com estudantes.
Telê era professora emérita do IEB desde 2016. Além de contribuir com pesquisas, era reconhecida pela generosidade e pela dedicação à formação de novos pesquisadores. Ela deixa o filho André, professor na UnB, e o neto Yuri.
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