Entre 1º de janeiro e 13 de junho deste ano, o Distrito Federal registrou 1.974 acidentes envolvendo escorpiões, segundo a SES-DF. O total é 6,42% superior ao mesmo período de 2025, que teve 1.855 ocorrências. A preocupação ganhou força após o caso de uma menina de 11 anos picada no Riacho Fundo I, na sexta-feira passada.
A rede pública do DF mantém 11 hospitais com estoque de soro antiescorpiônico para atender vítimas. As unidades são: Hmib, Hran, HRGu, HRBz, Regional de Paranoá, HRC, HRG, HRSM, HRPl, HRS e HRT.
Distribuição geográfica e gravidade
Até o momento, 2026 registra maior concentração de notificações nas regiões administrativas de Estrutural, São Sebastião e Planaltina. Ao todo, foram contabilizados 32 casos graves, equivalentes a 1,6% do total de acidentes.
O balanço anterior mostra que, em 2023, o DF teve 4.640 ocorrências de acidentes com escorpiões. A SES-DF aponta que a variação regional está ligada a fatores ambientais e climáticos que favorecem a proliferação do animal.
Orientações de atendimento
A SES-DF orienta que, diante de picada, a vítima lave o local com água e sabão e busque atendimento médico rapidamente. O membro afetado deve ficar elevado até a chegada ao serviço de saúde. Em casos de urgência, o Samu atende pelo 192 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Caso apareçam escorpiões ou outros animais peçonhentos em casas ou áreas públicas, a população pode solicitar inspeção da Vigilância Ambiental pelo 162 ou pela plataforma Participa DF. O serviço é para orientação, prevenção e vistoria, sem ações de dedetização.
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