A região dos Pampas perdeu 11,3 milhões de hectares de vegetação nativa em 40 anos, segundo levantamento do MapBiomas. Desse total, 10,5 milhões de hectares eram de formação campestre, tipo de vegetação predominante na região.
A área total da região pampeana soma cerca de 109 milhões de hectares e se estende pelo sul do Brasil, por todo o Uruguai e por áreas do centro-leste da Argentina. A vegetação nativa remanescente ocupa hoje cerca de metade desse território, equivalente a 51,3% da área total. Da cobertura nativa que ainda resta, 71% corresponde à formação campestre.
No mesmo período, as lavouras temporárias e perenes registraram o maior crescimento em hectares da região, avanço de 9,8 milhões de hectares, alta de 33%. As florestas plantadas, ou silvicultura, tiveram o maior crescimento em termos percentuais, com alta de 502,8%, equivalente a 2,2 milhões de hectares.
Reino Unido oferece US$ 541 mi a fundo de florestas liderado pelo Brasil
Brasil
Entre os três países que compõem a região pampeana, o Brasil registrou a maior perda proporcional de vegetação nativa. A cobertura nativa caiu de 12,4 milhões de hectares em 1985 para 8,6 milhões em 2024, redução de 3,7 milhões de hectares, ou 30,3%. No período, a área de lavouras cresceu 63,2%, avanço de 3 milhões de hectares, saindo de 4,8 milhões para 7,8 milhões de hectares. A silvicultura também avançou 693,8 mil hectares, saindo de 44 mil para 738 mil hectares.
Uruguai
No Uruguai, a vegetação nativa recuou 19,4% entre 1985 e 2024, queda de 2,8 milhões de hectares, saindo de 14,5 milhões para 11,7 milhões de hectares. A área de lavouras avançou 1,9 milhão de hectares no período, saindo de 1,4 milhão para 3,4 milhões de hectares. A silvicultura teve ganho de 1,1 milhão de hectares, saindo de 117 mil para 1,3 milhão de hectares.
Roraima decreta emergência por seca e alerta para rios críticos e incêndios
Argentina
Na Argentina, a redução da vegetação nativa foi a menor entre os três países. A cobertura nativa caiu de 40,5 milhões para 35,7 milhões de hectares, redução de 4,76 milhões de hectares, ou 11,8%. A área de lavouras avançou 4,84 milhões de hectares no período, saindo de 23,2 milhões para 28 milhões de hectares, e a silvicultura teve ganho de 346 mil hectares, saindo de 272 mil para 618 mil hectares.
Entre na conversa da comunidade