O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta quinta-feira (3) uma investigação ampla e sem proteção a possíveis envolvidos no caso Banco Master. A manifestação ocorre em meio a uma crise no Supremo Tribunal Federal (STF) após a quebra de sigilo de um relatório com supostas mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.
“É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”, afirmou Lula, em pronunciamento divulgado em todas as redes sociais.
O presidente classificou o caso como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que milhões de pessoas teriam sido prejudicadas. Segundo Lula, o banqueiro apontado como líder do esquema tem relações com pessoas poderosas e foi preso durante seu governo, quando o Banco Master também foi fechado.
Lula afirmou ainda que há suspeitas de participação de políticos e agentes públicos no caso. Para ele, a democracia não pode ficar submetida a vazamentos seletivos.
“Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos. Diante da gravidade do momento, o povo brasileiro espera que o presidente da Suprema Corte e a Procuraduria-Geral da República liderem com um processo que garante a integridade e a confiança nas investigações. Como presidente da República, acredito que, só agindo com firmeza e transparência, vamos garantir que as instituições sejam respeitadas pela sociedade brasileira”, declarou.
Ao concluir a manifestação, o presidente afirmou que a população brasileira tem o direito de conhecer a verdade sobre o caso. “É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e colocam o compromisso público acima de qualquer interesse individual. A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas”, destacou.
“Fica claro que o nosso sistema político e judiciário precisa de reformas profundas. (…) O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade”, completou.
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Também nesta quinta, o presidente do STF Edson Fachin determinou que os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem informações sobre pontos levantados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre as questões estão o cumprimento da Lei Orgânica da Magistratura (Loman), possível uso de credenciais institucionais para acessar documento particular e eventual divulgação de informações sob sigilo judicial. Os quatro terão cinco dias úteis para responder.
Ao mesmo tempo, Moraes solicitou à Fachin uma investigação contra Mendonça, alegando haver “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos ao ministro na condução das operações Sem Desconto e Compliance Zero. Mendonça ainda não se manifestou oficialmente.
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