Milton Pereira dos Santos foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cristalina, em Goiás, pelos crimes de feminicídio, homicídio qualificado, fraude processual, adulteração de sinal identificador de veículo e violência psicológica contra a mulher. A decisão, tomada na sessão que se estendeu por cerca de 36 horas, estabeleceu uma pena total de 89 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão, com regime inicial fechado e execução imediata.
O crime ocorreu na noite de 23 de dezembro de 2024, no Assentamento Vista Alegre, zona rural do município. Conforme a denúncia do Ministério Público de Goiás, as vítimas foram Maria Batista de Oliveira, de 68 anos, e Mário Domingos, mortos com golpes de facão. A acusação aponta que o agresor não aceitava o término do relacionamento com Maísa Batista Martins, filha das vítimas, e que Maria apoiava o término, o que teria motivado o crime.
Durante a sustentação, o promotor Diego Henrique Siqueira Ferreira citou a música Então é Natal, interpretando-a durante o júri para enfatizar que a data do crime transformou-se em lembrança de luto para os parentes das vítimas. Segundo o MP, a canção passou a simbolizar o sofrimento da família a cada contato musical que remete ao Natal.
Condenação e características do veredito
O juiz Rodney Martins Farias destacou na sentença o elevado grau de reprovabilidade, reconhecido pela premeditação e pela maneira de execução dos homicídios. Os jurados reconheceram a autoria e as qualificadoras apresentadas pela acusação.
Consta ainda que, no dia seguinte aos crimes, o condenado teria visitado familiares das vítimas para lhes desejar feliz Natal, o que contribuiu para a avaliação da gravidade do caso. A decisão manteve a pena unificada, com a soma dos crimes atingindo o referido total de tempo de encarceramento.
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