O estudo realizado pela Universidade de Barcelona envolveu 481 voluntários durante o verão de 2024. Ao todo foram 52 caminhadas térmicas por trajetos comuns de pedestres na cidade, com registro de temperatura e de conforto ao longo do percurso. O objetivo foi entender o calor no nível das ruas.
Os participantes usaram sensores e relataram percepções de conforto em cada ponto visitado. A combinação de dados objetivos e relatos permitiu mapear variações significativas entre locais próximos, especialmente entre calçadas arborizadas e áreas expostas ao sol com asfalto e concreto.
A pesquisa mostrou que pequenas mudanças no ambiente podem mudar drasticamente a sensação térmica. Ilhas de calor urbano foram identificadas como fator que eleva temperaturas locais e reduz o conforto dos pedestres, mesmo em bairros próximos entre si.
Diferenças entre bairros e soluções sugeridas
Cada bairro apresentou características próprias, exigindo soluções específicas para reduzir o calor. Entre as medidas propostas estão mais árvores, sombras, áreas de descanso e coberturas em pontos de ônibus.
A equipe também destacou o uso de materiais que absorvem menos calor e a criação de espaços de sombra ao longo de calçadas. Tais intervenções podem aumentar a adesão ao deslocamento a pé.
Relevância e aplicação prática
Os resultados reforçam que o planejamento urbano deve considerar a experiência direta de quem circula. A pesquisa serve como referência para cidades internacionais, incluindo regiões com clima semelhante.
O estudo aponta que intervenções simples podem melhorar a qualidade de vida, estimular a mobilidade a pé e tornar as cidades mais resilientes às mudanças climáticas.
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