Alexei Bueno, escritor brasileiro, morreu na sexta-feira, 26, aos 63 anos. A informação foi divulgada no sábado, 27, por amigos, colegas e editoras. A Academia Brasileira de Letras emitiu nota de pesar destacando-o como estudioso da história do Rio de Janeiro. O falecimento ocorreu após diagnóstico de câncer no fígado, feitas após retorno do Brasil de Lisboa, onde participou de um colóquio sobre Camões.
O jornalista e tradutor também ficou conhecido por obras de Gérard de Nerval, Edgar Allan Poe, Longfellow, Mallarmé, Tasso e Leopardi. Foi responsável pela organização de obras completas de Olavo Bilac, Mário de Sá-Carneiro, Vinícius de Moraes e Gonçalves Dias.
Ao longo da carreira, Bueno recebeu diversos prêmios, entre eles o Jabuti de 2004 na categoria poesia por Poesia Reunida. Também teve menção honrosa no Jabuti de Arquitetura e Urbanismo, Comunicação e Artes por O Patrimônio Construído, em parceria com outros autores. Seu último livro, A Chave Quebrada, foi lançado em maio de 2026.
Velório de Alexei Bueno será neste domingo, 28, às 10h, no cemitério dos Ingleses, no Rio de Janeiro. A família ainda não informou detalhes sobre o sepultamento.
Trajetória e reconhecimentos
Bueno se destacou pela atuação como tradutor de grandes nomes da literatura mundial e pela curadoria de obras de referência da tradição brasileira. O conjunto de trabalhos dele permaneceu como referência para estudiosos da história do Rio de Janeiro.
A Academia Brasileira de Letras lembrou a importância de sua produção, ressaltando seu papel como pesquisador e mediador de várias obras, além de sua participação ativa em eventos culturais no país. A causa de morte foi confirmada como câncer de fígado.
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