Thomas Doyle, descrito por um juiz federal como “criminal de carreira”, reconheceu culpa nesta sexta-feira por fraude eletrônica envolvendo uma pintura de Gustave Courbet que chegou à coleção de Jon Landau, gerente de Bruce Springsteen. Doyle admitiu o esquema em tribunal federal de Manhattan.
Segundo as autoridades, Doyle convenceu o negociante londrino Patrick Matthiesen a enviar a obra Mother and Child on a Hammock, cerca de 1848, sob a promessa de intermediar a venda. O acordo indicava venda por 550 mil dólares em agosto de 2024, o que nunca ocorreu, segundo a acusação.
A fraude envolve a consignação da obra a uma galeria de Manhattan a um preço bem inferior ao esperado. Meses depois, a galeria comercializou o quadro por 125 mil dólares a Landau, com Doyle supostamente embolsando a maior parte do dinheiro e apresentando justificativas falsas ao negociante.
Contexto do caso e próximos passos
O procurador estadual US Jay Clayton afirmou que Doyle fraudou o proprietário ao dizer mentiras para obter a pintura e manter os lucros. O acordo de pleas implica a confissão de um único cargo de fraude eletrônica, com pena máxima de 20 anos, e a perda dos recursos obtidos com a venda.
Doyle deve cumprir sentença em novembro. A investigação foi conduzida pela Equipe de Crimes contra a Arte do FBI, que prendeu Doyle em novembro de 2025.
Histórico do réu e desfechos anteriores
O caso destaca um histórico disciplinado por fraudes em arte, com Doyle já envolvido em casos anteriores. Em 2007, foi condenado por fraude envolvendo uma escultura roubada de Degas, vendida a uma galeria. Em 2011, outra fraude relacionada a uma compra de Corot foi alvo de decisão judicial dura.
Patrick Matthiesen não respondeu aos contatos da reportagem. Landau e seus representantes não comentaram até o fechamento desta matéria.
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