Leitoras da comunidade Todas no WhatsApp se reuniram na última terça-feira (23) para debater a leitura da obra O Perigo de Estar Lúcida, de Rosa Montero. O encontro contou com a participação de Leandro Sarmatz, editor da autora no Brasil pela Todavia.
O livro investiga as conexões entre criatividade e instabilidade mental, apoiado por referências de psicologia, psiquiatria e neurociência. Traços de vida de artistas como Sylvia Plath, Vincent Van Gogh e Emily Dickinson aparecem para fundamentar a análise.
Entre relatos de experiências e estudos, o debate destacou a abordagem cuidadosa da autora sobre saúde mental. Segundo Sarmatz, Montero evita tanto a romantização quanto o preconceito, apoiando-se em pesquisa rigorosa e empatia.
Estilo e abordagem de Rosa Montero
A conversa apontou o uso de um estilo que transita entre ficção e não-ficção, próximo de um romance de ideias. Apesar das pesquisas em psiquiatria, a prosa é descrita como aberta, humana e acessível, com foco no autoconhecimento e na compreensão do outro.
Participantes que já conheciam a obra lembraram aparições da autora no Brasil e elogiaram o perfil público. A trajetória de Montero é associada a uma curiosidade pelas histórias das pessoas ao redor, segundo relatos.
Para a equipe editorial, a grande energia da autora está em escapar do cotidiano cinzento. Em O Perigo de Estar Lúcida, temas como depressão, solidão e perda aparecem, sem perder um tom que permaneceotimista.
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