A diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa sob suspeita de assassinato de um casal em Belo Horizonte. O crime ocorreu em um apartamento no centro-sul da cidade. A suspeita ainda era investigada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (2). Segundo as apurações, Paola foi contratada para serviços de limpeza e, durante a ligação com o casal, decidiu furtar dinheiro, joias e relógios encontrados no local.
A Polícia Civil informou que Paola dopou as vítimas antes de atacar. O suposto método envolvia dar um sonífero a quatro comprimidos misturado a um suco preparado pela idosa. Após dormirem, a diarista teria entrado no quarto para pegar os objetos, atingindo primeiro o advogado ainda acordado e, em seguida, a empresária. As lesões indicam tentativa de defesa por parte de ambos.
Ela foi presa nesta quinta, em um hotel de Itabira, região central de Minas Gerais. A defesa afirma que a história será apresentada no momento processual adequado. A investigação aponta que Paola deixou roupas com manchas de sangue em uma lixeira próxima ao local do crime.
Detalhes e versão da defesa
O delegado responsável afirmou à Record que a diarista relatou ter passado por um surto psicótico e ter ouvido vozes que a orientavam a matar as vítimas. Ele disse que Paola demonstrou arrependimento durante o interrogatório. A defesa destacou que Paola tem histórico pessoal considerado extremamente conturbado e diagnóstico de doença psiquiátrica.
O advogado Bruno Correa Lemos afirmou que documentos médicos ainda não chegaram e que, ao analisá-los, poderá avaliar se há possibilidade de pedir insanidade mental durante o andamento processual. A investigação continua para esclarecer o contexto do crime e a linha de ação da suspeita.
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