O acidente aéreo que matou 62 pessoas há dois anos foi registrado pela Polícia Federal como o episódio mais grave envolvendo uma aeronave de grande porte no Brasil. A investigação aponta que falhas no sistema antigelo já haviam ocorrido no voo anterior, entre Guarulhos, em São Paulo, e Cascavel, no Paraná, antes da tragédia.
Segundo o material obtido pela PF, mesmo com o problema conhecido, a aeronave foi escalada para o voo seguinte, ligando Cascavel a Guarulhos. O relatório indica que, diante da previsão de gelo intenso, poderia ter ocorrido a troca de equipamento, alteração de rota ou de altitude, medidas que não foram adotadas.
Um áudio registrado a bordo no dia do acidente revela conhecimento prévio da falha no sistema. A tripulação discute a possibilidade de voar em altitude menor para evitar a formação de gelo, mas a aeronave manteve o plano original e caiu cerca de uma hora e 21 minutos após a decolagem.
Panorama da investigação
A PF deve apresentar as conclusões do inquérito nos próximos dias, com possíveis responsabilizações criminais e civis. A defesa da empresa não se manifestou até o momento. O caso também é acompanhado pelo Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira responsável pela investigação de acidentes aeronáuticos.
Contexto técnico
As informações indicam falhas no sistema de degelo identificadas antes do voo fatal. A análise busca esclarecer se houve falha operacional, falha de manutenção ou falha de comunicação entre equipes responsáveis pelo planejamento de voo e operação da aeronave.
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