Lydia Theresia Möcklinghoff, pesquisadora alemã especializada em tamanduás-bandeira, morreu em um acidente aéreo em Campo Grande, MS. O avião saiu de Campo Grande com destino ao Pantanal e caiu nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, pela manhã de sexta-feira. A neblina contribuiu para a baixa visibilidade, segundo as primeiras informações. O piloto, Henrique Martin, também faleceu.
A aeronave de prefixo PT-WYQ era um EMB-810D, bimotor a pistão, fabricado pela Neiva em 1983. Atingiu o solo a poucos quilômetros da capital sul-mato-grossense, na saída para Três Lagoas. O acidente ocorreu por volta das 6h30; até as 9h equipes de emergência tentavam chegar ao local.
Möcklinghoff atuava há mais de 20 anos no Pantanal, com foco em estudos de campo do tamanduá-bandeira. Também era jornalista científica e divulgadora de conservação ambiental, reconhecida internacionalmente por pesquisas sobre a espécie Myrmecophaga tridactyla.
Além dos trabalhos de campo, a pesquisadora participou de livros, documentários e programas de televisão sobre a fauna brasileira. Ela integrava grupos de estudo em ecologia tropical e conservação, com atuação destacada no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
O Cenipa, Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, vai apurar as causas do acidente. O avião partiu do aeródromo de Campo Grande e tentou fazer um pouso em uma pista privada, na região próxima ao aeroporto, segundo informações preliminares.
A equipe da TV Morena confirmou a morte de Möcklinghoff no local. O mesmo veículo informou também o falecimento do piloto Henrique Martin, ainda não identificado se havia outras vítimas. A apuração oficial deve indicar as causas e possíveis responsáveis.
Fontes ligadas à investigação indicam que as condições climáticas da região contribuíram para o episódio, mas a análise completa precisa de perícia técnica. O Pantanal, região de atuação da pesquisadora, está entre os principais cenários de estudo sobre tamanduás no Brasil.
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