A Expedição Cirúrgica da Faculdade de Medicina da USP desembarcou no Pará pela primeira vez, em Castanhal, na região metropolitana de Belém. Ao todo, a equipe realizou mais de mil procedimentos médicos durante a passagem, que começou em 26 de junho e segue até 5 de julho. O objetivo é levar cirurgia minimamente invasiva e atendimento de qualidade a população local.
Ao longo da semana, cerca de 100 voluntários participaram da ação multidisciplinar. Entre profissionais, houve 30 estudantes da FM, 14 anestesiologistas, 13 ginecologistas, 4 dermatologistas, 1 ortopedista e 8 cirurgiões do aparelho digestivo. Também estiveram presentes 9 radiologistas e equipes de enfermagem e apoio técnico.
A triagem prévia aconteceu em março e, nesta edição, contou com 791 atendimentos entre consultas e ultrassonografias para selecionar pacientes. O resultado parcial aponta 47 cirurgias ginecológicas, 43 do aparelho digestivo, 160 dermatológicas, 160 inserções de DIU e mais de 700 ultrassonografias.
A iniciativa é coordenada pelo médico Maurício Abrão, professor da FM, que em 2013 criou o projeto. A proposta integra ensino, assistência e pesquisa, buscando impactar regiões com infraestrutura limitada e oferecer formação prática aos alunos.
Em Castanhal, a prefeitura assinou contrato com a USP após visita técnica realizada em janeiro de 2026. A vice-prefeita Mylene Costa, também médica anestesiologista, destacou o projeto como reforço à saúde pública local e ressaltou o legado de conhecimentos que permanece após a expedição.
Estrutura, metas e logística
A equipe descreve o processo de escolha de cidades como uma construção de aproximadamente 12 meses. Após cada edição, candidatos são avaliados com base no perfil demográfico, na presença de hospital estruturado e na demanda de procedimentos de cirurgia minimamente invasiva.
A Expedição Cirúrgica já atendeu mais de 6000 pacientes ao longo de 13 anos. O trabalho em Castanhal marca a 11ª cidade visitada, com parada apenas durante a pandemia de covid-19. A região recebeu o projeto como resposta a necessidades locais de saúde e formação médica.
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