O Canil da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo, localizado na Vila Guilherme, na zona norte, atua diariamente com 27 cães farejadores. Eles treinam pela manhã e, à tarde, saem às ruas para apoiar patrulhamentos e buscas. Os cães são de raças como pastor-alemão e pastor-belga-malinois.
Atualmente, as ações envolvem buscas em diferentes ocorrências. Um caso envolve o sequestro de uma jovem em Guarujá, na Baixada Santista, relacionado à troca de facções criminosas. Outro andamento envolve o paradeiro de um policial civil desaparecido em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Em 31 de maio, o canil foi acionado para auxiliara em Heliópolis, na zona sul, em um terreno da Sabesp utilizado para desova de corpos. Três cadáveres foram encontrados em pontos distintos; no dia seguinte, a Polícia Civil localizou um quarto corpo. O trabalho envolve cães que reconhecem traços de substâncias e restos mortais por meio de odores específicos.
Ao longo do último ano, os cães da GCM participaram de outras buscas relevantes. Em 27 de junho, 15 ossadas foram localizadas nas margens da represa Billings, no Jardim Apurá, na zona sul, possivelmente relacionadas a um chamado tribunal do crime. O treinamento diário inclui condicionamento com roupas e objetos para reacender memórias olfativas dos animais.
O trabalho é realizado com revezamento entre os cães, e o tempo de atuação costuma ficar em cerca de uma hora para evitar exaustão. Em dias de calor ou terrenos desafiadores, a atuação é ajustada para manter a eficiência. Os cães recebem recompensas simples, como bolinhas para brincar, ao alcançar resultados.
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