Desde 2010, transmissões de Copas do Mundo costumaram destacar “musas” nas arquibancadas, exaltando sorrisos e decotes. A prática ganhou notoriedade com Larissa Riquelme, estrela paraguaia lembrada na África do Sul e no Brasil em 2014. A discussão sobre esse formato volta a ganhar dimensionalidade.
Relatos históricose apontam um padrão de close constante em mulheres na torcida, com ênfase visual que reforçava estereótipos de gênero. Críticas ao machismo nas imagens foram ganhando espaço no debate público e entre profissionais da imprensa. O tema permanece relevante para transmissões esportivas.
Para a edição de 2026, surgem sinais de transformação editorial. As atenções parecem mais dispersas entre diferentes perfis, sem foco único em estética feminina. Ainda assim, não há confirmação oficial de mudanças nas diretrizes da FIFA sobre a prática de câmera pervertida.
Mudanças em pauta e casos recentes
A presença de artistas e figuras públicas nos shows de transmissão acompanha uma evolução gradual. As gêmeas portuguesas Maria e Matilde Neiva ganharam visibilidade durante partidas contra a Colômbia, com reacendro de discussões sobre representatividade. A influência das imagens de televisão é citada como diferente da era anterior.
A FIFA não confirmou alterações formais nas diretrizes de transmissão, e o órgão não respondeu a questionamentos sobre o tema. O debate sobre objetificação, porém, continua presente entre equipes de imprensa e organizações de defesa de igualdade.
Larissa Riquelme permanece associada à história recente da Copa do Mundo. A ex-musa evoluiu para carreira em jornalismo e acompanha a Copa como profissional de imprensa, destacando a cobertura da seleção paraguaia.
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