O Metrô de São Paulo planeja substituir escadas rolantes por elevadores em parte da linha 22–marrom, que liga Sumaré, Cotia e Osasco. A mudança envolve sete das 19 estações da futura linha, com elevadores de alta capacidade.
Segundo o Metrô, os aparelhos podem transportar até 40 pessoas por viagem. Duas estações, Hebraica-Rebouças e Sumaré, manteriam escadas rolantes, devido às características do trajeto.
Em Sumaré, a profundidade estimada é de quase 70 metros. O tempo de deslocamento por elevador fica em torno de 1min13, contra 4min42 pelas escadas, considerando também o tempo de espera.
A principal razão para a mudança é a geografia do traçado. À medida que a linha avança para áreas mais afastadas de vales, as estações tornam-se mais profundas, elevando o tempo de deslocamento com escadas.
Outra motivação é a economia de energia: a redução esperada é de até 90% com o uso de elevadores, que ocupam menos espaço que as escadas, permitindo poços menores e menor custo de obra.
As portas abrirão nos dois lados em estações de maior demanda. Em Sumaré, por exemplo, os desenhos indicam 16 elevadores em disposição circular, agrupados de quatro em quatro, para distribuir o fluxo de passageiros.
Na planta de Santa Maria, Osasco, há oito elevadores, também distribuídos ao redor do poço. Em caso de pane, os elevadores podem parar nos demais níveis, com escadas como alternativa.
As câmaras de elevadores farão ligação direta do mezanino à plataforma, com possibilidade de atendimento a outros pisos. O sistema também contará com redundância para evitar falhas de energia.
O projeto prevê uso em locais com fluxo de aproximadamente 5.000 passageiros por hora em cada sentido, segundo o gerente de planejamento do Metrô. A linha 22 terá 29 quilômetros de extensão e 19 estações.
Ainda sem prazo de entrega, a obra depende de contratação do projeto básico e de sondagens geotécnicas iniciadas em junho, em Cotia. A conclusão depende de etapas técnicas e de financiamento.
Entre na conversa da comunidade