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Indústria critica tarifaço dos EUA e aponta prejuízo para o setor

Fiesp classificou a decisão como evitável e CNI destacou queda nas exportações de 20 estados brasileiros

Vista aérea de um navio porta-contêineres navegando em mar azul, com contêineres coloridos empilhados no convés.
Vista aérea de navio cargueiro carregado de contêineres. Crédito: Reprodução/Unsplash

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgaram notas nesta quinta-feira (16) criticando a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. As duas entidades classificaram a medida como prejudicial à competitividade da indústria nacional. Fiesp cita isolamento do Brasil A Fiesp […]

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgaram notas nesta quinta-feira (16) criticando a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. As duas entidades classificaram a medida como prejudicial à competitividade da indústria nacional.

Fiesp cita isolamento do Brasil

A Fiesp afirmou lamentar “com profunda preocupação” a aplicação da nova sobretaxa, considerada especialmente prejudicial por afetar unicamente o Brasil e reduzir a competitividade global do país. Segundo a nota, fatores políticos pesaram na decisão americana, com ruídos diplomáticos e desalinhamento do governo brasileiro com Washington contribuindo para desgastar a relação bilateral.

Para a Fiesp, a nova tarifa poderia ter sido evitada com uma condução técnica e pragmática. A entidade afirma ter buscado esse caminho durante audiências públicas nos Estados Unidos e em outras oportunidades ao longo do último ano.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, destacou que o mercado americano é o principal destino de produtos brasileiros de alto valor agregado. Segundo ele, a nova tarifa se soma aos desafios já enfrentados pelas empresas do país, como alta carga tributária e juros reais elevados.

CNI aponta queda nas exportações

Já a CNI classificou a sobretaxa como uma ameaça às exportações e à competitividade da indústria brasileira. De acordo com a entidade, a medida agrava um cenário que já pressionava as vendas do Brasil aos Estados Unidos e amplia a insegurança para empresas dos dois países. 

A organização ainda afirma que as exportações brasileiras ao mercado americano caíram 13% desde a aplicação das tarifas de 2025, prejuízo equivalente a US$ 2,6 bilhões. A retração foi puxada por uma queda de 8,7% nas vendas de bens industriais, especialmente produtos siderúrgicos, pasta de celulose e petróleo. Mesmo assim, os Estados Unidos seguiram como o principal destino das exportações da indústria de transformação brasileira no período.

A CNI também informou que 20 dos 27 estados brasileiros registraram queda nas vendas para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Diante desse cenário, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defendeu esforços para recuperar a relação comercial entre as duas nações.

Novo tarifaço

A sobretaxa foi confirmada pelo governo americano na quarta-feira (15) e entra em vigor em 22 de julho. A decisão é resultado de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil no comércio internacional.

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