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Brasil vai usar reciprocidade “quando for necessário”, diz ministro

Tarifa de 25% aplicada aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos entrou em vigor nesta quarta-feira (22)

Homem branco, de cabelos e barba grisalhos e óculos, vestindo terno escuro e gravata listrada, fala ao microfone durante entrevista ao ar livre, com árvore ao fundo.
O ministro Márcio Elias Rosa concede entrevista sobre a tarifa dos Estados Unidos. Crédito: Reprodução/YouTube

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o Brasil vai adotar a reciprocidade contra os Estados Unidos em relação à tarifa de 25% aplicada aos produtos brasileiros “quando for necessário”.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, disse que o Brasil vai adotar a reciprocidade contra os Estados Unidos em relação à tarifa de 25% aplicada aos produtos brasileiros “quando for necessário”

“Eu também gosto de dizer que se você for adotar a reciprocidade, você precisa ferir o adversário, não apenas irritá-lo, por que se não você perde o controle, o domínio da negociação. O Brasil tem esse instrumento, ele vai usar esse instrumento, mas quando for adequado, quando for necessário” afirmou o ministro durante entrevista à Rádio Bandeirantes nesta quarta-feira (22).

Novo tarifaço

A nova tarifa de 25% aplicada aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos foi confirmada pelo governo americano no dia 15 de julho e entrou em vigor nesta quarta-feira (22). A decisão resultou de uma investigação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil no comércio internacional.

Na terça-feira (21), representantes dos setores afetados pela decisão se encontraram com Márcio Elias Rosa e o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. 

+ Setores afetados por tarifa dos EUA pedem crédito e rejeitam retaliação

Entre as principais reivindicações apresentadas estiveram a ampliação das linhas de crédito, mudanças no programa Brasil Soberano, fortalecimento do Reintegra e a continuidade das negociações diplomáticas com Washington, sem adoção de medidas de reciprocidade.

Segundo entidades que participaram da reunião, o governo sinalizou que o pacote de apoio será desenhado de forma específica para cada setor, levando em conta as particularidades de cada cadeia produtiva.

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