A passagem de uma frente fria provocou um vendaval que deixou um rastro de destruição em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (24).
Rajadas de vento de até 70 km/h derrubaram árvores, interromperam o fornecimento de energia elétrica, danificaram unidades de saúde, escolas e prédios públicos e levaram a prefeitura a decretar situação de emergência. Um idoso de 90 anos morreu no bairro Jardim Salgado Filho durante o temporal.
A passagem de uma frente fria provocou um vendaval que deixou um rastro de destruição em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, na madrugada desta sexta-feira (24).
Rajadas de vento de até 70 km/h derrubaram árvores, interromperam o fornecimento de energia elétrica, danificaram unidades de saúde, escolas e prédios públicos e levaram a prefeitura a decretar situação de emergência. Um idoso de 90 anos morreu no bairro Jardim Salgado Filho durante o temporal.
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Segundo a Defesa Civil do Estado de São Paulo, a frente fria já era monitorada desde quarta-feira (22), quando foi emitido um alerta para a possibilidade de chuvas, raios e ventos fortes.
Em Ribeirão Preto, foram registrados cerca de 30 milímetros de chuva durante a madrugada. Em Pradópolis, município da mesma região, uma estação meteorológica registrou rajadas de 121 km/h às 6h.
Em coletiva de imprensa na manhã desta sexta-feira, a prefeitura pediu que a população evite sair de casa devido aos riscos provocados pelos danos causados pelo vendaval.
A cidade enfrenta um cenário de colapso em diversos serviços públicos. Segundo o Serviço de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Saerp), 39 unidades estavam sem energia elétrica, comprometendo o abastecimento em diferentes regiões.
Na área da saúde, os impactos foram considerados os mais graves. O secretário municipal de Saúde e Assistência Social, Maurício Godinho, informou que parte do teto do centro de emergência do Hospital das Clínicas desabou e a unidade precisou ser interditado. A Santa Casa opera acima da capacidade.
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município passaram a concentrar o atendimento de urgência. A UPA da Vila Virgínia funciona com gerador de energia e permanece em operação. Das 48 Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município, apenas sete estão funcionando, com consultas remarcadas.
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Na educação, o secretário municipal, Christian Viana Oliveira, informou que 23 unidades suspenderam as aulas devido aos danos provocados pelo temporal. Além disso, 117 das 146 escolas da rede estão sem energia elétrica. Mesmo sem atividades, as escolas permanecem abertas para prestar apoio à população.
Os reflexos também atingiram a infraestrutura da cidade. Todos os parques municipais foram fechados, a coleta de lixo sofreu atrasos devido à dificuldade de acesso às ruas bloqueadas por árvores caídas e eventos públicos programados para esta sexta-feira foram cancelados.
A concessionária CPFL informou que oito das 14 subestações que abastecem Ribeirão Preto estavam desligadas devido a problemas nas linhas de transmissão. Equipes de cidades vizinhas foram mobilizadas para acelerar o restabelecimento da energia.
De acordo com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros já contabilizava mais de 200 ocorrências até a manhã desta sexta-feira, a maioria relacionada à queda de árvores. Também foram registrados destelhamentos, interdições de vias, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos estruturais.
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Além de Ribeirão Preto, os municípios de Taquaritinga, Dumont, Guariba, Pradópolis e Barrinha também relataram ocorrências relacionadas ao temporal. Em Dumont, houve interrupção total no fornecimento de energia e o desabamento parcial da estrutura de uma empresa na zona rural, sem registro de vítimas.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) segue monitorando as condições meteorológicas e mantendo contato com os municípios afetados.
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