A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua afetando a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta terça-feira (4). O movimento ainda provoca restrições no transporte de passageiros, mas pode ter um novo desfecho nas próximas horas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil convocou uma assembleia para as 17h, quando os funcionários decidirão se mantêm ou encerram a paralisação.
Segundo o sindicato, o motivo da greve é porque, após reunião com representantes do Governo de São Paulo, não houve uma garantia formal de preservação dos empregos dos ferroviários diante do processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A categoria afirma que o movimento busca defender os postos de trabalho enquanto as negociações continuam.
A greve dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) continua afetando a circulação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta terça-feira (4). O movimento ainda provoca restrições no transporte de passageiros em São Paulo e na região metropolitana, mas pode ter um novo desfecho nas próximas horas.
O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil convocou uma assembleia para as 17h, quando os funcionários decidirão se mantêm ou encerram a paralisação.
Segundo o sindicato, o motivo da greve é porque, após reunião com representantes do Governo de São Paulo, não houve uma garantia formal de preservação dos empregos dos ferroviários diante do processo de concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à iniciativa privada. A categoria afirma que o movimento busca defender os postos de trabalho enquanto as negociações continuam.
+ Tudo sobre a greve que atinge as linhas da CPTM
Nas redes sociais, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que o movimento é resultado de uma “instrumentalização política” e defendeu a privatização. Segundo ele, o objetivo da concessão é “eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”.
“Nosso compromisso é com quem acorda cedo todos os dias e precisa de um transporte público confiável para chegar ao trabalho, estudar, ir a uma consulta ou realizar um exame. A greve de hoje é resultado unicamente de instrumentalização política para prejudicar o passageiro e o cidadão de bem, que já não suportam mais ver justamente aqueles políticos que dizem defender os seus interesses atuando para ferir seu direito de ir e vir”, escreveu.
Apesar disso, ele disse que o governo segue aberto ao diálogo e destacou que ofereceu garantias relacionadas à manutenção dos empregos da categoria. “Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, pontuou.
“Há uma jornada pela frente. Muito serviço e investimento, e o foco sempre é o usuário. Negociações aconteceram, garantias de manutenção de emprego foram dadas e descartadas pelo sindicato, que não só ignorou a proposta do governo, como também, mais uma vez, ignora a decisão da Justiça do Trabalho”, disse ainda.
Confusão com dados de trânsito
A paralisação gerou reflexos no trânsito da capital paulista e uma confusão na divulgação dos índices de congestionamento. Durante a manhã, alguns veículos de imprensa repercutiram um dado superior a 2.000 quilômetros de lentidão, após uma instabilidade no sistema da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
Mais tarde, a companhia informou que o site havia apresentado falha durante uma manutenção interna, pediu que os números divulgados anteriormente fossem desconsiderados e esclareceu que o pico real de congestionamento ocorreu às 8h30, quando foram registrados 724 quilômetros de vias congestionadas.
A CET informou ainda que o recorde da manhã em 2026 continua sendo de 1.059 quilômetros, registrado em 12 de março.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o Rodízio Municipal de Veículos durante toda esta terça-feira (4), tanto no período da manhã (das 7h às 10h) quanto no da tarde (das 17h às 20h). No entanto, as restrições seguem valendo para caminhões e fretados.
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Qual a situação do transporte público hoje
Ao longo desta terça, a Linha 11-Coral operava parcialmente entre Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira circulava apenas entre Brás e Engenheiro Goulart. Já a Linha 13-Jade permanecia totalmente paralisada.
As linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa operam normalmente. Já a SPTrans informou que toda a frota de ônibus está em circulação e que algumas linhas tiveram seus itinerários ampliados.
Para reduzir os impactos aos passageiros, o Governo de São Paulo manteve um plano de contingência com reforço da operação do Metrô, ampliação da oferta de trens nas linhas integradas e acionamento do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese), com 128 ônibus para atender os usuários das linhas afetadas.
Na segunda-feira (3), o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que o sindicato mantivesse ao menos 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais períodos, sob pena de multa diária de R$ 400 mil em caso de descumprimento.
Segundo a CPTM, no horário de pico da manhã apenas 67% do efetivo operacional compareceu ao trabalho, abaixo do mínimo de 80% determinado pelo TRT. Dos 126 maquinistas escalados para o período, apenas três se apresentaram, e supervisores precisaram assumir a condução de parte das composições para manter a operação parcial.
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