Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Operação fecha postos clandestinos de combustível em SP

Ação "Bomba Oculta" também desativou 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais e é desdobramento da Operação Carbono Oculto

Bomba de combustível coberta por fitas amarelas com a inscrição "Interditado pela ANP", com uma pessoa ao fundo fotografando o local.
Bomba de combustível lacrada na Operação Bomba Oculta (Crédito: Reprodução/Governo de SP)

Postos de combustíveis clandestinos em São Paulo foram alvo, nesta sexta-feira (28), de uma operação conjunta da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP). Os estabelecimentos funcionavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além de fechar pontos de venda irregulares, a ação também desativou 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais, o que bloqueia contas bancárias e impede a emissão eletrônica de notas fiscais das empresas envolvidas.

Postos de combustíveis clandestinos em São Paulo foram alvo, nesta sexta-feira (28), de uma operação conjunta da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP). Os estabelecimentos funcionavam sem autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Além de fechar pontos de venda irregulares, a ação também desativou 1.283 CNPJs e 228 Inscrições Estaduais, o que bloqueia contas bancárias e impede a emissão eletrônica de notas fiscais das empresas envolvidas.

Policiais civis são presos por cobrar propina para liberar cargas ilegais em SP

A operação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, que completou um ano nesta sexta-feira e expôs um esquema de fraude, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.

De acordo com a investigação, o crime organizado se infiltrou em toda a cadeia de combustíveis no país, da importação à revenda, setor que reúne mais de 130 mil agentes. Isso transformou o mercado em um canal usado para lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, sonegação e adulteração de combustível, prejudicando consumidores, cofres públicos e empresas que operam dentro da lei.

Dona da Betnacional é alvo de operação por suspeita de lavagem e sonegação

Batizada de Bomba Oculta, a ação desta sexta-feira contou com a participação da Receita Federal, da ANP, da Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

Desde 2019, a ANP já revogou a autorização de funcionamento de mais de 10.000 postos de combustíveis no país. Mesmo assim, muitas dessas empresas seguiram operando de forma clandestina, usando o CNPJ ainda ativo para comprar e vender combustível.

Justiça bloqueia R$ 34,6 mi em operação contra roubo de alianças

Para tentar fechar essa brecha, Receita Federal e Sefaz-SP passaram a cruzar dados cadastrais, com apoio da PGE-SP e da PGFN. O objetivo é identificar quem continua vendendo combustível de forma irregular e interditar os pontos de venda.

Uma nova regra também deve facilitar esse tipo de ação. A Instrução Normativa RFB nº 2.340, publicada em 24 de agosto de 2026, mudou os critérios para declarar CNPJs inaptos. Agora, decisões de órgãos reguladores, como a ANP, podem servir de base para a medida de forma mais rápida.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais