Ter uma casa própria é considerado um dos principais sinais de uma vida bem-sucedida para os brasileiros, à frente de marcos tradicionais como casamento e filhos. É o que aponta a pesquisa Life Aspirations 2026, realizada pela Ipsos com 22.693 pessoas em 30 países. No Brasil, 67% dos entrevistados consideram ter uma casa própria um […]
Ter uma casa própria é considerado um dos principais sinais de uma vida bem-sucedida para os brasileiros, à frente de marcos tradicionais como casamento e filhos. É o que aponta a pesquisa Life Aspirations 2026, realizada pela Ipsos com 22.693 pessoas em 30 países.
No Brasil, 67% dos entrevistados consideram ter uma casa própria um sinal de sucesso, índice 9 pontos percentuais acima da média global, de 58%. O resultado coloca a moradia entre as principais aspirações dos brasileiros e praticamente empata com a conquista de um emprego estável, citada por 66% dos entrevistados.
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Os chamados marcos familiares tradicionais aparecem bem abaixo. Ter filhos é apontado por 23% dos brasileiros como sinal de uma vida bem-sucedida, enquanto 25% citam o casamento ou uma união civil. Na média dos 30 países pesquisados, os índices são de 31% para filhos e 25% para casamento.
Ter casa própria tem forte impacto emocional
Além de ser mais valorizada no Brasil, a casa própria também aparece associada a um forte impacto emocional. Entre os brasileiros que ainda não alcançaram esse objetivo, 58% afirmam que ficariam muito ou um pouco tristes se nunca conseguissem ter um imóvel próprio. A média global é de 40%.
A Ipsos aponta que o cenário econômico ajuda a explicar esse peso dado à estabilidade. A dificuldade de acesso à moradia, a incerteza econômica e o custo de vida são fatores associados ao que a pesquisa chama de diferença entre aspiração e expectativa: as pessoas continuam desejando determinados marcos, mas percebem mais obstáculos para alcançá-los.
Geração Z mantém aspirações, mas vê obstáculos
De acordo com a pesquisa, a Geração Z não se afastou necessariamente dos objetivos considerados tradicionais por gerações anteriores. Casa própria, estabilidade profissional e constituição de família continuam entre as referências de uma vida bem-sucedida.
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A pesquisa mostra que os jovens são a geração mais propensa a sentir tristeza quando determinados marcos não são alcançados. No Brasil, 54% da Geração Z que ainda não têm casa própria afirmam que ficariam tristes se nunca conseguissem comprar um imóvel. Para um emprego estável, o percentual chega a 56%.
Diferenças entre homens e mulheres
O levantamento também encontrou diferenças de percepção entre os gêneros. Globalmente, os homens são mais propensos do que as mulheres a considerar casamento (+7 pontos percentuais) e paternidade (+5 pontos) como sinais importantes de uma vida bem-sucedida.
No Brasil, a diferença é ainda maior: homens são 8 pontos percentuais mais propensos a valorizar o casamento e 7 pontos mais propensos a considerar a paternidade um sinal de sucesso.
A pesquisa Life Aspirations 2026 foi realizada pela Ipsos entre 20 de fevereiro e 6 de março de 2026, por meio da plataforma Global Advisor. Foram entrevistados 22.693 adultos em 30 países, sendo aproximadamente 1.000 no Brasil.
A Ipsos ressalva que a amostra brasileira é mais urbana, escolarizada e/ou afluente do que a população geral. Por isso, os resultados devem ser interpretados como representativos de um segmento mais conectado da população brasileira.
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