Os brasileiros já economizaram R$ 9,64 bilhões nos primeiros nove meses de funcionamento do programa CNH do Brasil, de acordo com estimativa divulgada pelo governo federal. Nesse período, dois milhões de pessoas foram habilitadas.
Além disso, pedidos para habilitação somaram 7,3 milhões neste ano, contra 2,3 milhões em 2025, um crescimento de 216%, de acordo com a Agência Brasil. Segundo o Ministério dos Transportes, o resultado representa uma alta de 17,1% nas emissões de CNH, com 292.639 condutores a mais no trânsito em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado está ligado às novas regras para a primeira habilitação, que passaram a reunir as etapas do processo em uma única plataforma digital. Entre as mudanças estão o curso teórico on-line gratuito e a redução da carga mínima de aulas práticas, que caiu de 20 para duas horas.
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Inclusão feminina
Entre as mulheres, os processos de habilitação iniciados chegaram a 1,25 milhão, aumento de 18% frente ao ano anterior. A Região Nordeste concentrou o maior número de processos, com 54,7%, seguida pela Região Norte, com 31,9%.
Faixa etária
O crescimento das primeiras habilitações também alcançou faixas etárias mais altas. O maior avanço ocorreu entre pessoas com 55 anos ou mais, com alta de 53,4%, seguidas pelos grupos de 45 a 54 anos, com 37,4%, 35 a 44 anos, com 29,7%, e 25 a 34 anos, com 21,3%.
Entre os mais jovens, o crescimento foi menor: 11,9% na faixa de 18 a 20 anos e 6,6% entre 21 e 24 anos.
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Formação prática e instrutores autônomos
O número de cursos práticos cresceu 34,7% em relação ao ano anterior, passando de 3,1 milhões para 4,18 milhões.
A nova regra também passou a permitir a contratação de instrutores autônomos, além dos centros de formação tradicionais. Em 2026, esses profissionais conduziram 552.994 dos 4.182.803 cursos práticos, o equivalente a 13,2% do total.
A adesão a instrutores autônomos foi maior no Norte, com 30,7%, e no Nordeste, com 27,4%. Centro-Oeste, Sudeste e Sul tiveram participação menor, de 7,4%, 5,4% e 3,3%, respectivamente.
Impacto econômico
O impacto de R$ 9,64 bilhões considera a economia gerada em cada etapa do processo de habilitação. O curso teórico gratuito responde por R$ 2,94 bilhões, e a formação prática, por R$ 4,57 bilhões. Os exames médicos e psicológicos representam R$ 414,6 milhões da economia. A renovação automática para bons condutores soma R$ 1,44 bilhão, e os deslocamentos evitados equivalem a R$ 278,7 milhões.
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