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Senado deve votar PEC da Segurança Pública nesta quinta

Proposta amplia integração entre polícias, fortalece atuação federal e prevê mudanças nas guardas municipais

Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O Senado deve votar nesta quinta-feira (15), a partir das 14h, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que busca ampliar a integração entre os órgãos de segurança e fortalecer o combate ao crime organizado no Brasil.

A PEC 18/2025 foi incluída na pauta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) após a aprovação de um requerimento que permite acelerar sua tramitação.

O anúncio foi feito ao final da sessão de quarta-feira (14), quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) concluiu a análise da proposta, relatada pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE).

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De iniciativa do Poder Executivo, a proposta prevê mudanças na organização da segurança pública, maior participação do governo federal, novas atribuições para forças policiais e ampliação dos recursos destinados ao setor.

O texto também estabelece medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias, além de mecanismos de proteção às vítimas.

O que muda com a PEC da Segurança Pública?

A proposta pretende reformular a gestão da segurança pública no Brasil, com medidas que envolvem a União, os estados e os municípios.

Entre as principais mudanças previstas estão:

  • Sistema Único de Segurança Pública (Susp): o sistema, que já existe por lei, passaria a integrar a Constituição Federal. A mudança busca fortalecer a integração e a padronização da atuação das forças de segurança em todo o país
  • Mais atribuições para o governo federal: a União passaria a definir a política e o plano nacional de segurança pública e defesa social, além de estabelecer normas gerais para a segurança e o sistema penitenciário
  • Financiamento da segurança: o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) passariam a constar da Constituição. Os recursos seriam distribuídos entre os entes da federação e não poderiam ser contingenciados
  • Criação da Polícia Viária Federal (PVF): a Polícia Rodoviária Federal (PRF) seria transformada em uma nova corporação, responsável pelo patrulhamento de rodovias, ferrovias e hidrovias federais
  • Ampliação das atribuições das guardas municipais: as corporações poderiam realizar policiamento ostensivo e comunitário, além das atividades de proteção de bens e instalações municipais
  • Mais autonomia para corregedorias e ouvidorias: os órgãos responsáveis por investigar condutas funcionais teriam maior independência, e estados e municípios seriam obrigados a instituir ouvidorias independentes na área de segurança pública

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