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WEG: analistas avaliam ações após balanço e preocupações com tarifas

Analistas ajustam expectativas para a WEG após balanço, destacando impactos de tarifas dos EUA e crescimento mais lento.

Fábrica da WEG (Foto: Divulgação/WEG)
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  • A WEG (WEGE3) divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2025, resultando em cortes nas projeções de lucro e preço-alvo por analistas.
  • Sete das onze casas de análise ainda recomendam compra, com o Citi ajustando seu preço-alvo de R$ 62 para R$ 53 e o BTG Pactual de R$ 56 para R$ 54.
  • As ações da WEG caíram quase 30% em 2025, enquanto o Ibovespa subiu 10%.
  • As tarifas de 50% dos EUA sobre exportações brasileiras, que começam em agosto, podem impactar o Ebitda da empresa, com estimativas variando de 7% a 12%.
  • A WEG planeja redirecionar parte da produção para o México para mitigar os efeitos das tarifas e espera expansão na divisão de Transmissão e Distribuição até 2026.

A WEG (WEGE3) enfrenta um cenário desafiador após a divulgação de seu balanço do segundo trimestre de 2025, com analistas reduzindo projeções de lucro e preço-alvo. As incertezas sobre tarifas dos EUA e a necessidade de redirecionar a produção impactam as expectativas de crescimento da empresa.

Após o 2T25, a maioria dos analistas mantém uma visão otimista, com 7 das 11 casas de análise recomendando compra. O Citi e o BTG Pactual, por exemplo, reiteraram suas recomendações de compra, apesar de cortes nas projeções de lucro. O Citi ajustou seu preço-alvo de R$ 62 para R$ 53, enquanto o BTG reduziu de R$ 56 para R$ 54. Ambos destacam que as ações da WEG caíram quase 30% em 2025, contrastando com a alta de 10% do Ibovespa.

Os analistas apontam que a WEG está sendo negociada com um desconto de 36% em relação aos pares globais, o menor nível em 15 anos. Apesar de um resultado abaixo do esperado, esperam uma melhora nas margens no segundo semestre, impulsionada por um mix de produtos mais favorável e um bom desempenho no segmento de Transmissão e Distribuição (T&D) na América do Norte.

Impactos das Tarifas

As tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre exportações brasileiras, que entrarão em vigor em agosto, podem ter um impacto significativo no Ebitda da WEG. O Citi estima que o efeito será inferior a 7%, considerando que um terço da receita exportada para os EUA vem do Brasil. O BTG, por sua vez, projeta um impacto de R$ 1,2 bilhão, cerca de 12% do Ebitda estimado para 2025.

A WEG já está tomando medidas para redirecionar parte da produção para o México, que é protegido pelo acordo USMCA. Essa estratégia visa mitigar os efeitos das tarifas e garantir a continuidade das operações no mercado norte-americano.

Expectativas Futuras

O Bank of America mantém uma recomendação neutra, reduzindo o preço-alvo de R$ 54 para R$ 50, devido ao crescimento projetado mais lento. O Goldman Sachs, que recomenda venda, cortou seu preço-alvo de R$ 44,60 para R$ 38,80, citando um cenário de incerteza macroeconômica e desaceleração no crescimento da receita.

Os analistas concordam que a WEG enfrenta desafios no curto prazo, mas a expectativa é de que a capacidade de produção se expanda, especialmente na divisão de T&D, onde a capacidade deve dobrar até 2026. A empresa busca diversificar sua produção e se adaptar às novas condições de mercado, mantendo um olhar atento às flutuações cambiais e às incertezas tarifárias.

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