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Deputados europeus de direita solicitam adiamento da lei antidesmatamento

Deputados pedem adiamento da lei antidesmatamento da União Europeia, alegando que pequenas empresas não conseguem atender às exigências.

Políticos europeus temem que as medidas que a União Europeia pretende aplicar a partir de janeiro de 2026 comprometam suas próprias empresas (Foto: Danilo Verpa 10.out.2024/Folhapress)
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Um grupo de 38 deputados do Parlamento Europeu pediu para adiar a nova lei antidesmatamento da União Europeia, que foi aprovada em 2023 e deve começar a valer em 2026. Eles enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, argumentando que as exigências da lei são muito difíceis para pequenas e médias empresas. Os deputados, principalmente de partidos de direita, reconhecem a importância de proteger o meio ambiente, mas afirmam que as regras para rastrear a origem dos produtos são complicadas e caras. Eles pedem que a implementação da lei seja adiada até que as questões técnicas sejam resolvidas e criticam a falta de uma lista de países de “baixo risco”, o que pode causar confusão. A nova lei exige que produtos como carne bovina e madeira tenham rastreabilidade completa. O Brasil, classificado como país de “risco médio” em relação ao desmatamento, está preocupado com o impacto da lei em suas exportações e defende que regras semelhantes sejam aplicadas aos produtores europeus. A legislação não obriga outros países, mas condiciona a importação de produtos à comprovação de que não estão ligados ao desmatamento.

Um grupo de 38 deputados do Parlamento Europeu solicitou o adiamento da nova lei antidesmatamento da União Europeia, aprovada em 2023 e com início previsto para 2026. A carta, enviada à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no dia 14 de maio, argumenta que as exigências da legislação são inviáveis para pequenas e médias empresas.

Os parlamentares, em sua maioria de partidos de direita e centro-direita, reconhecem a importância de proteger o meio ambiente, mas afirmam que a lei impõe demandas técnicas irrealistas para rastrear a origem de produtos. Eles destacam que as pequenas empresas não têm recursos suficientes para atender a essas exigências, o que pode gerar um desequilíbrio competitivo.

Críticas e Demandas

Os deputados pedem que a implementação da lei seja adiada até que questões técnicas e legais sejam resolvidas. Eles também criticam a ausência de uma lista oficial de países considerados de “baixo risco”, o que pode levar a interpretações divergentes e insegurança jurídica. Além disso, solicitam a criação de processos simplificados de verificação para pequenas e médias empresas.

A nova legislação, que já teve sua entrada em vigor adiada de dezembro de 2024 para 2026, exige rastreabilidade completa de produtos como carne bovina e madeira. A pressão para revisar a lei vem de vários países, incluindo o Brasil, que teme o impacto sobre suas exportações.

Reação do Brasil

O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura e Pecuária, acompanha de perto a situação, considerando a lei uma preocupação. O Brasil foi classificado como país de “risco médio” em relação ao desmatamento. A Presidência da República defende que medidas equivalentes sejam aplicadas aos produtores europeus, buscando reciprocidade regulatória nas relações comerciais.

A Frente Parlamentar da Agropecuária no Brasil afirma que a norma brasileira exige que produtos agropecuários importados atendam aos mesmos padrões exigidos da produção nacional. A nova lei da União Europeia não impõe obrigações diretas a outros países, mas condiciona a importação de produtos à comprovação de que não estão ligados ao desmatamento.

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