- O grupo terrorista A Base reivindicou o assassinato do oficial de inteligência ucraniano Ivan Voronchy, ocorrido em 10 de julho em Kiev.
- A declaração foi feita por meio de um canal no Telegram associado à organização, que se autodenomina de extrema direita.
- A Base prometeu uma “caçada” a outras figuras públicas na Ucrânia, indicando uma escalada em suas atividades.
- O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) afirmou ter eliminado dois suspeitos ligados ao crime, que teriam recebido ordens de agentes russos.
- A Base, fundada em 2018 nos Estados Unidos, tem conexões suspeitas com a Rússia e já realizou diversas ações violentas na Ucrânia.
O grupo terrorista A Base reivindicou o assassinato do oficial de inteligência ucraniano Ivan Voronchy, ocorrido em 10 de julho em Kiev. A declaração foi feita por meio de um canal no Telegram associado à organização, que se autodenomina de extrema direita. Os extremistas afirmaram que o ataque foi “apenas o começo” e prometeram uma “caçada” a outras figuras públicas na Ucrânia.
A análise das postagens no Telegram, realizada por fontes de contraterrorismo, indicou que a reivindicação é considerada confiável. A Base tem se mantido ativa na Ucrânia desde março, realizando pelo menos dez incêndios criminosos e outras ações violentas. O analista Steven Rai, do Instituto para o Diálogo Estratégico, observou que, embora não seja possível confirmar a responsabilidade direta do grupo pelo assassinato, suas atividades estão alinhadas com suas ameaças anteriores.
Conexões com a Rússia
Fundada em 2018 nos Estados Unidos, A Base é uma organização terrorista proibida internacionalmente, com células espalhadas pelo mundo. O grupo é suspeito de ter ligações com a Rússia e, há meses, oferece recompensas a apoiadores para realizar ataques na Ucrânia. Em abril, a organização anunciou uma “insurgência” para estabelecer um estado étnico branco na província de Zakarpattia.
O assassinato de Voronchy, um coronel do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), ocorreu em plena luz do dia e gerou grande repercussão na mídia local. Após o crime, o SBU afirmou ter eliminado dois suspeitos que teriam recebido ordens de agentes dos serviços especiais russos. Relatos indicam que os assassinos eram estrangeiros com vínculos a grupos criminosos apoiados pela inteligência russa.
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