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Brasil tem menor representação feminina no parlamento que a Arábia Saudita, revela ranking

Brasil cai para a 133ª posição em representação feminina no Parlamento, com apenas 18,1% de mulheres na Câmara. Desafios persistem.

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O Brasil está em 133º lugar na representação de mulheres na política, com apenas 18,1% de deputadas na Câmara, segundo dados da União Interparlamentar e da ONU Mulheres de janeiro de 2025. O país caiu da 117ª posição em 2015, apesar de ter mais deputadas agora. A legislação brasileira exige que 30% das candidaturas sejam para mulheres, mas isso não tem funcionado bem, pois muitas mulheres ainda têm dificuldade em conseguir financiamento para suas campanhas. Além disso, a violência política de gênero desestimula a participação feminina. No governo, 10 dos 31 ministérios são liderados por mulheres, o que representa 32,3% dos cargos, mas a maioria dos ministérios mais importantes ainda é ocupada por homens.

O Brasil ocupa atualmente o 133º lugar no ranking global de representação parlamentar feminina, com apenas 18,1% de mulheres na Câmara dos Deputados. Os dados são da União Interparlamentar (UIP) e da ONU Mulheres, referentes a 1º de janeiro de 2025. O país está atrás de nações como Arábia Saudita (125º) e Egito (86º), que possuem legislações mais conservadoras.

Nos últimos dez anos, o Brasil retrocedeu na classificação, caindo da 117ª posição em 2015, quando contava com 46 mulheres na Câmara. Apesar do aumento no número de deputadas, a situação é preocupante, segundo Ana Carolina Querino, representante interina da ONU Mulheres no Brasil. Ela destaca que outros países avançaram mais rapidamente ao implementar “medidas estruturais” para promover a paridade.

Desafios e Cotas

A legislação brasileira prevê cotas para candidaturas femininas, estabelecendo que 30% das vagas devem ser ocupadas por mulheres. Contudo, essa medida não tem se mostrado eficaz. Especialistas apontam que, embora as cotas existam, não garantem a eleição, especialmente sem mecanismos complementares, como financiamento proporcional e listas fechadas com alternância de gênero.

Um relatório da ONU Mulheres revela que as mulheres brasileiras enfrentam dificuldades significativas para acessar financiamento eleitoral, o que limita sua visibilidade e competitividade nas eleições. Thomas Fitzsimons, diretor de comunicações da UIP, afirma que a lei que exige que partidos destinem 30% de seus fundos eleitorais para candidatas é frequentemente desrespeitada.

Violência Política e Representatividade

A violência política de gênero também é um fator que contribui para a baixa representação feminina no Brasil. Essa violência pode desestimular muitas mulheres a se candidatarem ou a permanecerem na política. Além disso, o sistema eleitoral proporcional de lista aberta favorece campanhas individualizadas, dificultando a construção de candidaturas coletivas.

No que diz respeito à participação em ministérios, o Brasil ocupa a 53ª posição, com 10 das 31 pastas comandadas por mulheres, representando 32,3% dos cargos ministeriais. Apenas nove países têm mais de 50% de ministras. A distribuição de poder ainda reflete estereótipos de gênero, com mulheres predominando em ministérios relacionados a direitos humanos e homens ocupando pastas de maior prestígio, como economia e defesa.

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