- Cleunice Maria de Paula, 57, conhecida como Tia Nice, comanda o Organicamente Rango no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, promovendo cozinha orgânica na comunidade.
- Ganhou da vida começando na cozinha aos dezessete anos, já teve bar em Ilha Comprida e criou o Organicamente no fim de dois mil e dezenove; a pandemia impactou o negócio, com apoio de doações e abastecimento de ingredientes.
- No ano passado, foram mais de vinte mil quentinhas distribuídas, dez mil cestas básicas e mais de dois mil livros de autores negros entregues; hoje o serviço acontece por delivery nas regiões Campo Limpo, Capão Redondo, Butantã e Santo Amaro.
- O filho Thiago Vinícius comanda a agência Solano Trindade, que envolve espaço cultural e agricultura urbana; Nice planeja ampliar a entrega para o centro e Pinheiros e oferecer aulas de gastronomia com a Gastromotiva.
- O cardápio inclui moqueca e bobó de shimeji, além de “torresmo do vegetariano”; com o fim da quarentena, o delivery continua sendo a saída, atendendo a comunidade local.
Alineada pela culinária orgânica e pelo compromisso com a comunidade, Cleunice Maria de Paula, 57, ficou conhecida como Tia Nice. Ela comanda o restaurante Organicamente Rango no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, distribuindo marmitas para famílias da região. A trajetória começou há cinco anos, marcada por aprendizados de uma vida de trabalho.
Nice iniciou na cozinha aos 17 anos, em um restaurante no Itaim Bibi, onde desenvolveu o contato com a comida natural. Foi mãe, grávida, e decidiu dedicar-se aos filhos, atuando como doméstica e profissional de beleza. Entre os papéis, ganhou noções de empreendedorismo que ajudaram na transição para a cozinha orgânica.
Quem é Tia Nice e o Organicamente
Após abrir um bar no litoral, Nice retornou a São Paulo em 2016 e consolidou o Organicamente no fim de 2019. A pandemia fechou o espaço temporariamente, mas as doações e o apoio de agricultores mantiveram a cozinha ativa, transformando insumos em marmitas e cestas básicas.
Ao longo de 2020, a iniciativa distribuiu mais de 20 mil marmitas para favelas da zona sul e 10 mil cestas básicas, além de doar mais de 2 mil livros de autores negros. O desafio foi grande, com demandas de comida chegando a quem mais precisava.
Com o afrouxamento da quarentena, o serviço presencial voltou, junto ao delivery próprio e por aplicativos. A operação hoje atende Campo Limpo, Capão Redondo, Butantã e Santo Amaro, com planos de expandir para o centro e Pinheiros no segundo semestre.
Planos e parceria com a comunidade
O cardápio segue o dia, com opções como moqueca e bobó de shimeji, servidas às sextas, além de porções como o torresmo do vegetariano. A Agência Solano Trindade, ligada ao espaço cultural onde a cozinha funciona, abriga também hortas, bar, brechó e rádio comunitária.
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