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Leo Paixão transforma a gastronomia de Belo Horizonte

Leo Paixão coloca a cozinha mineira no radar nacional e internacional, expande o grupo em BH e fortalece formação e gestão na cidade

Leo Paixão na cozinha do Ninita, restaurante batizado em homenagem à sua bisavó, que apresenta uma proposta de gastronomia ítalo-mineira
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  • Leo Paixão comanda cinco restaurantes em Belo Horizonte, incluindo o premiado Glouton, ajudando a projetar a cozinha mineira para além do estado.
  • Foi jurado nas três edições do Mestre do Sabor, na Rede Globo, ampliando o alcance da culinária mineira em nível nacional.
  • A pandemia ampliou sua presença digital, com receitas compartilhadas on-line, construção de público e perspectiva de lançamento de livro pela coleção Chefs Brasileiros, da Senac São Paulo.
  • Formado em medicina pela UFMG, Leo mudou de área após estudar na Ferrandi, em Paris, abrindo o Glouton em 2013 e ganhando destaque na cena brasileira.
  • Além da cozinha, atua como empresário, desenvolve o INHAC (Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias) e planeja um hotel-escola para ampliar formação e inclusão no mercado.

Leo Paixão, chef e empresário, lidera um grupo gastronômico em Belo Horizonte que ganhou projeção nacional e internacional. Com cinco casas na capital, ele molda a identidade da cozinha mineira e amplia o alcance de seus conceitos.

A trajetória de Paixão começou com medicina na UFMG, até decidir seguir a gastronomia. Em Paris, estudou na Ferrandi e assimilou técnicas francesas que carimbam seu trabalho hoje. Ao retornar, abriu o Glouton em 2013, sonho que virou referência mineira.

A ascensão do grupo em Belo Horizonte

O Glouton abriu portas para o sucesso: várias premiações, inclusão em rankings nacionais e internacionais e o reconhecimento de Belo Horizonte como destino gastronômico. O grupo expandiu para outras casas com propostas diversas, mantendo o fio condutor da tradição mineira com pé na técnica.

Paixão costuma falar que não busca inovação pela inovação, e sim visibilidade para a tradição. Ele defende que o que faz hoje é olhar para o que sempre existiu com outra lente, sem abandonar a origem. Na prática, combina técnica, identidade e alcance.

Do palco à prática de gestão

Ao longo da pandemia, a presença digital ganhou peso: receitas compartilhadas e conteúdo acessível ampliaram o público. O chef passa a transitar entre televisão, mídia digital e alta gastronomia, além de se aproximar do público com formatos mais diretos.

Essa mudança também envolve gestão. Paixão percebeu a necessidade de separar criação de gestão, flexibilizar menus e priorizar a experiência do cliente. A ideia é permitir ajustes conforme o feedback, sem abrir mão da consistência.

Literatura, legado e futuro

Paralelamente aos restaurantes, Paixão atua como empreendedor social, inaugurando o Instituto de Hospitalidade e Artes Culinárias (INHAC) para formação de jovens em situação de vulnerabilidade. O projeto trabalha com metodologia técnica gratuita e planeja um hotel-escola.

Entre os planos do chef, está a escrita de um livro de receitas familiares, mantidas na memória e na prática cotidiana. O objetivo é registrar saberes sem medir tudo rigidamente, preservando a essência afetiva da comida.

Cartografia dos restaurantes

Glouton — primeira casa, premiada e símbolo de Minas no mapa mundial. Ninita — expressão mais casual que une Itália e Minas. Macaréu — peixe e mar, com toque português. Nicolau Bar da Esquina — espaço descontraído com foco em petiscos e coquetelaria. Mina Jazz Bar — bar histórico com atmosfera retrô, ao ritmo de música ao vivo.

A visão de longo prazo de Paixão não aponta crescimento acelerado, mas aprofundamento. O objetivo é manter a identidade, ampliar o alcance social e aperfeiçoar a experiência do cliente, mantendo a cidade como centro de suas decisões.

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