- Tons de marrom ganham força na arquitetura e no design de interiores, buscando espaços mais acolhedores e autênticos.
- A paleta terrosa é versátil, indo do clássico ao contemporâneo, sempre com uma base elegante e atemporal.
- O movimento “quiet luxury” valoriza qualidade, acabamentos bem executados e menos excessos, com o marrom funcionando como elo entre sofisticação e discrição.
- Madeira e amadeirados aparecem como protagonistas, aquecendo ambientes e oferecendo textura, com opções naturais ou reinterpretadas.
- A combinação de tons terrosos cria profundidade e harmonia, conectando o espaço construído à natureza e ao bem-estar.
O que está ganhando força na arquitetura é o uso dos tons de marrom, visto como recurso simples e eficaz para transformar espaços. A tendência vem acompanhado de uma busca por ambientes mais acolhedores e com sensação de conforto.
Segundo a arquiteta Denise Barretto, o movimento está ligado à autenticidade. Ela observa desejo por ambientes que transmitam verdade, sem sobras de montagem. Os tons terrosos carregam naturalidade marcante e ajudam a estruturar o projeto.
A paleta terrosa se mostra versátil, dialogando com estilos desde o clássico até o contemporâneo. Pode aparecer de forma sutil ou marcante, sempre mantendo elegância e atemporalidade. O marrom acolhe sem perder a sobriedade.
Quiet luxury
O conceito de quiet luxury reforça uma estética contida e duradoura. Em vez de elementos chamativos, prioriza materiais de qualidade, acabamentos bem executados e escolhas resistentes ao tempo. Os tons terrosos atuam como elo entre sofisticação e discrição.
Para Barretto, a paleta contida exige sensibilidade. Textura, iluminação e acabamento precisam estar em harmonia, potencializados pelo uso do marrom que cria unidade visual no conjunto.
Madeira e amadeirados
A madeira, em pisos, painéis e mobiliário, continua protagonista na aplicação dos tons de marrom. Acabamentos que reproduzem a estética da madeira ampliam as possibilidades, com veios, nuances e padrões que enriquecem o projeto.
Essa combinação de tradição com inovação permite atualização constante do uso do marrom, mantendo sua essência e dialogando com diferentes estilos. O resultado é uma identidade mais ligada à natureza.
Entre nuances e contrastes
A paleta permite explorar contrates sutis entre tons claros, como bege, e tons mais escuros, como chocolate. Essa variação confere profundidade sem pesar visualmente e facilita a combinação com pedras, metais foscos e fibras naturais.
O equilíbrio entre as tonalidades dentro do marrom é essencial para evitar monotonia. A presença de materiais naturais ajuda a ampliar as possibilidades de composição.
Novo olhar sobre o morar
Mais que uma tendência estética, o uso dos tons terrosos aponta para uma mudança de comportamento no design. A ênfase é em experiências autênticas, duradouras e conectadas ao bem-estar, com espaços acolhedores e atemporais.
Os marroms favorecem ambientes humanos, onde o visual e a sensação caminham juntos, sem depender de modismos passageiros. A arquiteta reforça que a paleta funciona como base de todo o projeto.
Fonte: reportagem de Alexandre Agassi.
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