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Figo: símbolo de prosperidade e curiosidades sobre o pseudofruto

Figo, pseudofruto da figueira, destaca-se pela tradição milenar, alto valor nutricional e uso versátil na culinária, especialmente em compotas e geleias

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  • O figo é um pseudofruto da figueira (Ficus carica), originário do Mediterrâneo e valorizado pelo sabor e pelo valor nutricional.
  • Tem significado de prosperidade na Bíblia e aparece com frequência nas mesas de fim de ano; historicamente, folhas de figueira foram usadas por Adão e Eva.
  • A figueira costuma medir entre 3 e 10 metros de altura; o fruto tem formato de pera, com 3 a 7 centímetros de diâmetro.
  • Os maiores produtores são países da Bacia Arábica do Mediterrâneo e os Estados Unidos; no Brasil, há cultivo em Valinhos (interior de São Paulo), Minas Gerais e região Sul para indústria de compotas e geleias.
  • Possui alto poder antioxidante e vitaminas A, B1, B2, C, K e E; oferece benefícios à saúde, como auxílio na digestão, saúde óssea e controle de diabetes e pressão arterial; a polpa é doce e o fruto pode ser consumido in natura ou desidratado.

O figo, conhecido cientificamente como Ficus carica, é um pseudofruto originário do Mediterrâneo. Pertence à família Moraceae e é valorizado pelo sabor e pelo valor nutricional. Vem ganhando espaço em mesas de fim de ano, com significado de prosperidade.

A figueira pode variar entre 3 m e 10 m de altura, tendo formato mais próximo de arbusto do que de árvore. O fruto tem formato semelhante ao de uma pêra, medindo de 3 cm a 7 cm.

Origem, definição e história

A história do figo remonta à Antiguidade, sendo consumido por egípcios, judeus, gregos e romanos. Segundo a Bíblia, folhas de figueira foram usadas para cobrir Adão e Eva.

O figo figura entre as primeiras frutas cultivadas pelo homem. Existem desenhos rupestres que retratam figueiras, indicando sua antiga presença na alimentação.

Produção mundial

Os maiores produtores estão na região da Bacia Arábica do Mediterrâneo e nos Estados Unidos. Turquia, Egito, Grécia, Irã, Marrocos, Espanha, Itália e Portugal destacam-se na produção.

No Brasil, o figo chegou com os portugueses no século XVI. Valinhos, interior de São Paulo, e Minas Gerais foram regiões de destaque no cultivo. A região Sul também cultiva figo verde para indústria.

Safras e sazonalidade

No Rio Grande do Sul a safra ocorre entre fevereiro e março, enquanto São Paulo e Minas Gerais colhem de novembro a abril. A oferta varia conforme a região e o clima.

Alguns botânicos consideram o figo, como morango, caju, maçã e abacaxi, uma flor invertida, ou seja, um pseudofruto. Estruturas florais internas formam o fruto.

Estrutura e classificação

O figo é uma infrutescência, derivada da fusão de vários ovários de flores. Cada flor contribui para a forma final, semelhante ao que ocorre em amendoeira e cerejeira.

A planta apresenta boa adaptação a diferentes solos, desde que não encharcados. Solos profundos, bem drenados e com boa capacidade de retenção de água são ideais.

Propriedades nutricionais

O figo tem alto teor de sais minerais como potássio, cálcio e ferro. Possui vitaminas A, B1, B2, C, K e E, incluindo na versão seca. Seu consumo é associado a benefícios como ação antioxidante.

A fruta auxilia na regulação intestinal, possui efeito laxativo suave e pode ajudar no controle da diabetes e da pressão arterial. A polpa é suculenta e rica em açúcares naturais.

Consumo e usos culinários

No Brasil, o consumo costuma ser pelo figo seco ou desidratado, muito utilizado na indústria. Também pode ser consumido in natura, em saladas, com queijos ou em preparações com chocolate.

O figo é ingrediente de geleias e compotas. Combina bem com queijos de mofo branco, massas duras e queijos azuis, além de ser usado em trufas e bombons. Pode compor pratos salgados para contraste adocicado.

Variedades e mercados

Existem mais de 750 tipos de figos, com cores que vão do verde ao roxo, vermelho, roxo e preto. No Brasil, as variedades mais consumidas são as de figo verde e roxo, com presença marcante em produtos industrializados.

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