- Desenhos animados podem apoiar linguagem, criatividade e aprendizado quando escolhidos com critério e consumidos de forma equilibrada.
- Bebês até dois anos não devem ter telas; para crianças de dois a seis anos, o tempo recomendado é de até uma hora por dia, com supervisão de um adulto.
- A mediação dos pais é essencial: conversar sobre a história, decisões dos personagens e situações do dia a dia ajuda no desenvolvimento do senso crítico, da empatia e da compreensão emocional.
- Há sugestões de desenhos por faixa etária: na primeira infância (2 a 6 anos) incluem títulos como A Turma da Mônica, Caillou, Dora, Masha e o Urso, Pocoyo, Peppa Pig e outros; na idade escolar (6 a 12 anos) entram obras como Avatar, Ben dez, Carmen Sandiego, DuckTales, Hilda, Phineas e Ferb, Pokémon, Scooby-Doo e Wild Kratts.
- Conteúdos inadequados, com violência, humor adulto ou temas complexos, devem ser evitados para menores de 12 anos, e a supervisão de conteúdos on-line é cada vez mais importante para evitar produções falsas ou inadequadas.
Do crescimento infantil às telas, especialistas orientam sobre desenhos adequados por faixa etária e ressaltam a importância da mediação dos pais. A indicação busca equilibrar entretenimento e aprendizado. O objetivo é apoiar o desenvolvimento linguístico, emocional e cognitivo sem prejudicar o sono ou a concentração.
Educadores ressaltam que bebês não devem assistir televisão. Para crianças acima de dois anos, a escolha de conteúdos e o tempo de tela devem permanecer limitados e supervisionados. A mediação parental transforma o momento de assistir em oportunidade educativa.
A relação entre telas e desenvolvimento é pauta de discussões em escolas. A orientação é priorizar produções com ritmo adequado, histórias simples e atividades que estimulem linguagem, curiosidade e habilidades socioemocionais.
Primeira infância: de 2 a 6 anos
A partir dos dois anos, o contato com desenhos deve ocorrer com supervisão de um adulto. Limite de até uma hora diária, com pausas para brincadeiras, leitura e atividade física. Ritmo calmo e narrativas simples ajudam a linguagem e a empatia.
A pesquisadora de educação aponta que conteúdos devem valorizar descoberta e imaginação. Histórias simples, personagens empáticos e situações cotidianas ajudam a entender emoções e regras de convivência.
Entre as sugestões indicadas pela especialista, constam:
- A Turma da Mônica
- Caillou
- Charlie e Lola
- Dora, a Aventureira
- Masha e o Urso
- Meu Amigãozão
- Mundo Bita
- O Show da Luna
- Os Backyardigans
- Os Octonautas
- Peppa Pig
- Pocoyo
- Sid, o Cientista
- Tainá e os Guardiões da Amazônia
Idade escolar: de 6 a 12 anos
Com o início da escola, crianças conseguem compreender narrativas mais estruturadas. Desenhos bem escolhidos podem estimular pensamento crítico, criatividade e resolução de problemas, desde que haja intencionalidade na seleção.
Especialistas recomendam um tempo diário total de tela entre 1 e 2 horas, levando em conta todos os dispositivos. A ideia é priorizar qualidade, não apenas quantidade, e orientar as escolhas das crianças.
Segundo a pedagoga, não se trata de proibir, mas de ensinar boas escolhas. Conteúdos que exploram ciência, cooperação, diversidade e valores sociais costumam enriquecer essa fase.
Entre as opções indicadas para essa faixa, destacam-se:
- Ask the StoryBots
- Avatar, A Lenda de Aang
- Ben 10
- Carmen Sandiego
- DuckTales
- Hilda
- Jimmy Neutron
- O Laboratório de Dexter
- O Príncipe Dragão
- Phineas e Ferb
- Pokémon
- Scooby-Doo
- Wild Kratts
Proibidos para crianças
Algumas produções apresentam violência, linguagem inadequada, humor adulto ou temas complexos. Tais conteúdos devem ser consumidos apenas por adolescentes e adultos. Supervisão continua essencial para evitar conteúdos inadequados.
Atenção com conteúdos falsos ou enganosos disfarçados de desenhos infantis, especialmente em plataformas abertas. Pais devem monitorar o que as crianças assistem na internet.
Entre títulos a evitar para menores de 12 anos, a especialista cita:
- Big Mouth
- Family Guy
- Rick and Morty
- South Park
Segundo a educadora, a curadoria dos pais é essencial. Desenhos podem colaborar com o desenvolvimento quando o conteúdo é adequado e o tempo é bem gerido.
Os especialistas
Beatriz Martins Perpetuo atua há mais de 30 anos na educação, com foco em liderança pedagógica no Colégio BIS. Jacqueline Cappellano coordena a Educação Infantil na Escola Internacional de Alphaville. Renata Alonso trabalha com educação bilíngue há mais de 15 anos, com foco na primeira infância. Thaís Cadorin coordena os anos iniciais do Ensino Fundamental no Colégio Progresso Vinhedo.
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