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Taxa de rolha: o que dizem sommeliers após o caso Ed Motta

Sommeleirs explicam funcionamento da taxa de rolha, custo do serviço e impacto na carta, em meio ao caso Ed Motta no Grado, no Rio de Janeiro

Tipos de rolhas. Natural, granulada, plástico, de espumante, ranhura, vidro e a screwcap. Foto: Daniel Teixeira/Estadão
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  • O caso envolvendo Ed Motta reacende o debate sobre a taxa de rolha em restaurantes, após ele não pagar a cobrança no Grado, no Rio de Janeiro.
  • Cinco sommeliers explicam que a taxa existe para compensar o serviço ligado ao vinho — abertura, taças, armazenamento e acompanhamento da garrafa durante a refeição.
  • Em redes como a Bráz, a taxa é de noventa reais nas trattorias e oitenta reais nas pizzarias; o valor varia conforme a casa e o serviço prestado.
  • A prática também está ligada à construção da carta de vinhos e à sustentabilidade financeira dos restaurantes, que dependem do faturamento de bebidas.
  • Especialistas destacam um acordo informal entre cliente e estabelecimento: consultar a política da rolha, evitar rótulos da carta e, se possível, compensar com outras bebidas da casa; não há legislação específica e cada restaurante define sua política.

A polêmica sobre a taxa de rolha voltou a ganhar destaque após o caso envolvendo o cantor Ed Motta, no restaurante Grado, no Rio de Janeiro. Motta se recusou a pagar a cobrança, o que reacendeu o debate sobre a prática. A discussão ganhou as redes e dividiu opiniões entre clientes e estabelecimentos.

Especialistas do vinho, ou sommeliers, explicam que a taxa existe para compor o serviço oferecido ao cliente que leva uma garrafa de fora. O serviço inclui abrir a garrafa, taças adequadas, armazenamento e o acompanhamento ao longo da refeição.

Para entender o tema, foram ouvidos profissionais que atuam em diferentes perfis de restaurantes. Um ponto comum é a compensação pela ausência de venda de um rótulo da carta, além do trabalho de curadoria da carta de vinhos.

A prática costuma depender de cada casa: valores variam conforme o conceito do restaurante, o tamanho da equipe e o custo do serviço. Há locais que cobram valores menores ou usam a cobrança para desencorajar a prática.

Entre os fatores citados, está a relação entre o que é servido pela casa e a experiência oferecida. A taxa também é vista como parte de uma política de boa vizinhança entre cliente e restaurante, segundo especialistas.

Os sommeliers destacam ainda que o cliente pode consultar previamente a política de rolha e não levar rótulos já presentes na carta. Em conjunto, alguns estabelecimentos sugerem consumir bebidas da casa para equilibrar a experiência.

Sobre o episódio envolvendo Ed Motta, os profissionais apontam que levar várias garrafas pode exigir atenção especial da equipe. Em mesas com maior demanda de serviço, o custo agregado pode justificar políticas mais rígidas.

Segundo um dos especialistas, a taxa de rolha funciona como mínimo de cobrança pelo serviço de garçom, temperatura de conservação e atendimento específico durante a refeição. Em muitos casos, o objetivo é manter a operação estável.

Não há legislação específica sobre rolha no Brasil, o que explica a variação entre restaurantes. Ajustes costumam ocorrer para refletir o perfil do negócio, o serviço prestado e o ticket médio da carta de vinhos.

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