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Champagne Drappier defende diversidade entre rosés, contra homogeneidade

Champagne Drappier mantém a saignée em quatro rosés, priorizando autenticidade, textura e profundidade frente aos rosés mais claros da Provence

(L-R) François-Xavier Auger, oenologist, and Antoine and Hugo Drappier, eighth-generation winemakers (Credit: Olivier Lemoine).
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  • A Champagne Drappier produz quatro rosés usando o método saignée, em vez de mistura de bruts, destacando autenticidade e caráter regional.
  • O enólogo Hugo Drappier afirma que a maceração verdadeira prioriza extrair sabor, mantendo a cor como consequência, resultando rosés que lembram o estilo da região.
  • Os rosés de Drappier buscam evitar a ideia de que cor mais escura implica sabor mais doce ou álcool mais alto, enfatizando equilíbrio e frescor.
  • A vinícola está situada em Côte des Bar, no sul de Champagne, onde vinhas em encostas ensolaradas favorecem maturação e intensidade aromática, mesmo com o clima frio da região.
  • Os desafios incluem balancear extração sem perder a precisão aromática e educar o público sobre rosés de saignée, diferenciando-os dos rosés de Provence.

Champagne Drappier mantém o foco na método saignée para rosés, desafiando a tendência de rosés mais claros. A casa familiar produz quatro rótulos de rosé sem blend, destacando a tradição histórica da região de Champagne.

Ao contrário de muitas áreas que recorrem à prensa direta ou maceração curta, Drappier utiliza maceração das uvas tintas e sangria do mosto para ganhar cor e aromas. O resultado busca equilíbrio entre sabor e delicadeza.

A família, na quinta geração, defende que o rosé deve lembrar a fruta e não só a cor. Hugo Drappier enfatiza que a maceração verdadeira privilegia o sabor, com foco na expressão do terroir.

Veracidade e vinhedos

Hugo Drappier explica que a sangria favorece a expressão do rosé sem perder a vivacidade. As uvas de Pinot Noir, cultivadas em encostas ensolaradas da Côte des Bar, ajudam a alcançar maturação e intensidade aromática.

A região de origem é mais ao sul, o que confere caráter e estrutura aos vinhos. Mesmo com a maturidade, o clima de Champagne mantém a frescura característica, elemento essencial para a categoria.

Entre os rosés, a casa oferece diferentes expressões: brut, brut nature, uma edição de Les Riceys e Grande Sendrée Rosé, cada uma com identidade própria, sem perder a linha saignée.

Desafios e educação do consumidor

O desafio técnico envolve equilibrar a extração para evitar excesso de taninos, preservando aromática e brilho. O rosé de saignée costuma ser mais complexo que os rosés de Provence.

Há ainda a questão de educação do consumidor, que muitas vezes associa cor mais escura a doçura. A equipe aposta em sommelier e comércio para explicar a diversidade de estilos.

Drappier ressalta que seus rosés não são apenas visuais; são expressões autênticas do método saignée, com sabor firme, frescor e elegância, mantendo a identidade da casa.

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