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Copa do Mundo impulsiona consumo de bebidas sem álcool em bares e delivery

Copa impulsiona consumo de bebidas sem álcool em bares, delivery e plataformas, com alta nas cervejas, vinhos e coquetéis zero álcool

Bebidas sem álcool são opção para os dias de jogos na Copa — Foto: Unsplash
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  • Durante a Copa do Mundo, bebidas sem álcool ganham espaço em bares, delivery e e-commerce, impulsionadas por mudanças de comportamento e bem-estar.
  • Levantamento aponta que cervejas zero álcool estiveram entre os itens mais procurados antes da competição, com cerca de 17,3 mil pesquisas e alta de 54,3% na comparação anual; marcas com maior demanda: Heineken, Budweiser e Corona.
  • No consumo presencial, bares registraram crescimento de pedidos de bebidas não alcoólicas, com 3,14% dos pedidos de cerveja e 1,45% de drinques; Pasquim apontou 4,2% do faturamento do ramo de cervejas vindo de sem álcool.
  • Vendas online seguem a tendência: Empório Sem Álcool teve alta de 20% na semana de estreia; iFood registrou crescimento de 42% na média diária de pedidos de bebidas sem álcool, com a cerveja dominando.
  • Vinhos e espumantes zero álcool tiveram elevação de 135% na média diária de pedidos nos primeiros dias de jogos; especialistas destacam mudança cultural em direção a consumo mais consciente.

Bebidas sem álcool ganham espaço no circuito da Copa do Mundo. Cervejas, vinhos e drinques sem álcool aparecem como opção para torcedores que buscam sabor sem efeitos após as partidas. A movimentação ocorre tanto em bares quanto em entregas a domicílio.

Levantamentos apontam que a demanda por opções zero álcool cresce tanto no digital quanto no presencial. Pesquisas indicam pico de interesse antes do torneio, com cerveja zero álcool entre os itens mais buscados e aumento de pesquisas na casa dos 17 mil a 18 mil exemplos.

Entre as marcas, Heineken, Budweiser e Corona aparecem como destaques na procura online. Nos bares, o consumo de bebidas não alcoólicas também avança, ainda que de modo mais contido, com percentuais de participação que variam entre 1,5% e 4,2% do faturamento em diferentes operações.

Estudos de redes de bares paulistas mostram que a demanda por cervejas sem álcool corresponde a pequenas parcelas do total, mas com crescimento relevante. O Pasquim registrou 4,2% do faturamento vindo de cervejas sem álcool, enquanto opções sem glúten ou com baixo teor calórico somaram 5,1%.

O varejo online acompanha esse movimento. O Empório Sem Álcool registrou alta de 20% nas vendas na semana da estreia da seleção, com destaque para IPA Zero Álcool, Golden Ale e Malzbier. O iFood apurou aumento de 42% na média diária de pedidos de bebidas sem álcool, com a cerveja como protagonista.

A busca por vinhos e espumantes zero álcool também cresce, com ascensão de 135% nas médias diárias de pedidos nos primeiros dias de jogos. Drinques sem álcool registraram alta de 24% na média diária, segundo análises do setor.

Especialistas destacam que esse comportamento reflete mudança cultural, com foco em bem‑estar e qualidade de vida. Consumidores urbanos, Geração Z e Millennials passam a valorizar equilíbrio, autocuidado e consumo consciente, influenciando cardápios de bares e restaurantes.

Para acompanhar a tendência, especialistas recomendam ampliar o portfólio com opções sem álcool, incluindo águas saborizadas premium. Restaurantes devem adaptar ofertas conforme sazonalidade, clima e horários, mantendo equilíbrio entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas.

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