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Por que o papel higiênico escolar ruim foi bestseller por tanto tempo?

Izal, papel higiênico medicado usado por décadas, perdeu espaço para opções mais macias e foi descontinuado em 2010

Alamy An old-looking roll of Izal toilet paper, the type that would have been used by the military in WW1. The paper cover around the roll says "Izal, Registered, War Service, Antiseptic Toilet Roll".
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  • Izal era um papel higiênico medicado criado pela Newton, Chambers & Co. Ltd. de Sheffield, ligado a um desinfetante, usado em escolas, hospitais e, em guerras, pelas forças britânicas.
  • O papel era duro, brilhante, pouco absorvente e com odor de antiseptico; chegou a ser promovido como proteção de saúde nas propagandas da década de 1930.
  • Foi amplamente utilizado no século XX até que concorrentes mais macios, como Andrex, passaram a valorizar o conforto, mudando o mercado.
  • Mesmo com versões mais macias, Izal manteve uma presença de nicho por décadas, até que a demanda caiu e encareceu a produção, dificultando a disponibilidade.
  • A Jeyes descontinuou Izal em 2010, encerrando um produto que dominou o mercado por décadas.

Izal medicated toilet paper, criado por uma empresa de processamento de carvão em Sheffield, ganhou uso amplo em escolas, hospitais e lares britânicos. Ajudou a popularizar um papel higiênico com desinfetante, ainda que fosse duro, brilhante e pouco absorvente.

O papel nasceu na virada do século XX, a partir de resíduos do alcatrão e de pesquisas que associavam o desinfetante a curativos. A empresa Newton, Chambers & Co Ltd instalou o produto na linha Izal durante os anos 1890, ampliando o uso para papel higiênico.

A aceitação inicial foi facilitada pela experiência de público com papéis rígidos e pela promessa de proteção sanitária. Anúncios da época reforçavam a ideia de vigilância de saúde por meio do desinfetante presente no papel.

Origens e recepção

A combinação de desinfetante com higiene levou Izal a figurar em banheiros públicos, hospitais e escolas por décadas. Trabalhadores e famílias acostumados ao papel duro lembravam dele como norma antiga.

But no Brasil, é possível encontrar referências semelhantes, embora o cenário atual tenha migrado para papéis mais suaves. Pesquisas históricas destacam a evolução do mercado, com marcas buscando conforto sem abandonar a percepção de limpeza.

Fim da era Izal

Nos anos 1980 e 1990, rivais enfatizaram maciez e conforto, como alternativa ao design antigo de Izal. A marca passou a enfrentar queda de demanda, aumento de custos e dificuldade de manter distribuição ampla.

A Jeyes, que adquiriu Izal em 1986, encerrou a produção da versão tradicional em 2010. Assim, um produto que dominou mercados por décadas deixou de existir de forma gradual, sem retorno.

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