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Colômbia atrasa em seis meses a entrega de compromissos climáticos à ONU

Colômbia corre contra o tempo para atualizar suas NDC e evitar prejuízos na captação de recursos internacionais para ações climáticas

Um jovem afetado por um deslave em Antioquia, no dia 25 de junho de 2025. (Foto: Fredy Henao - El País)
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  • O governo da Colômbia, liderado por Gustavo Petro, está com seis meses de atraso na atualização das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) do Acordo de Paris.
  • A nova versão das NDC deveria ter sido apresentada em fevereiro de 2025, mas a mudança na liderança do Ministério do Ambiente gerou incertezas sobre o processo.
  • A ministra interina, Irene Vélez, assumiu o cargo em meio a preocupações sobre a metodologia e a participação na elaboração do documento.
  • A falta de um relatório robusto pode excluir a Colômbia do relatório de síntese global da Conferência de Mudanças Climáticas (COP30) e afetar a captação de recursos internacionais.
  • A meta de redução de emissões de gases de efeito estufa é de 51% até 2030, e a versão final das NDC deve passar por consulta de pelo menos 15 dias.

O governo colombiano, sob a liderança de Gustavo Petro, enfrenta um atraso de seis meses na atualização de suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC) no âmbito do Acordo de Paris. Este compromisso, firmado por 196 países em 2015, visa limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C até o final do século. A Colômbia, assim como muitos outros países, não conseguiu cumprir a primeira data limite para a apresentação de sua terceira versão das NDC, que deveria ter ocorrido em fevereiro de 2025.

Recentemente, a mudança na liderança do Ministério do Ambiente, com a nomeação de Irene Vélez como ministra interina, gerou incertezas sobre a metodologia e a participação no processo de atualização das NDC. A falta de um documento robusto pode resultar na exclusão da Colômbia do relatório de síntese global a ser apresentado na Conferência de Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém do Pará, Brasil. A ausência desse relatório também pode impactar negativamente a captação de recursos internacionais para ações climáticas.

A metodologia utilizada para a construção das NDC passou por alterações significativas. Inicialmente, sob a gestão de Susana Muhamad, o processo era técnico e restrito, utilizando formatos que dificultavam a compreensão por parte de diversos interessados. Com a nova abordagem, liderada por Lena Estrada, o Ministério promoveu 32 oficinas departamentais com um caráter mais inclusivo, embora a implementação tardia dessas iniciativas levante preocupações sobre a eficácia e a solidez do documento final.

A falta de clareza sobre o orçamento destinado à construção das NDC também é um ponto crítico. O Ministério do Ambiente não possui uma alocação orçamentária específica, dependendo de recursos do Plano Operativo Anual de Investimentos e de cooperação internacional. A incerteza sobre a articulação entre as NDC e outras políticas existentes pode resultar em compromissos que não se alinhem com as diretrizes nacionais.

A pressão para que a Colômbia apresente suas NDC até setembro é intensa, especialmente considerando que a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa permanece em 51% até 2030, um compromisso herdado da administração anterior. A expectativa é que a versão final das NDC passe por um processo de consulta de pelo menos 15 dias, garantindo que as vozes de diversos setores sejam ouvidas e integradas.

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