O presidente americano Donald Trump determinou o fim imediato das relações comerciais dos Estados Unidos com a Espanha. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) durante a Cúpula da OTAN, que ocorre em Ancara, na Turquia. As informações são da Reuters. A decisão agrava o desgaste entre os dois países, motivado pela resistência espanhola em […]
O presidente americano Donald Trump determinou o fim imediato das relações comerciais dos Estados Unidos com a Espanha. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8) durante a Cúpula da OTAN, que ocorre em Ancara, na Turquia. As informações são da Reuters.
A decisão agrava o desgaste entre os dois países, motivado pela resistência espanhola em elevar gastos militares e por divergências sobre a guerra no Irã. A medida também contraria as normas da União Europeia, que exigem que acordos comerciais sejam negociados de forma conjunta pelo bloco.
O encontro em Ancara era visto por líderes europeus como uma chance de reduzir as fricções internas da aliança militar. Trump, no entanto, usou o espaço para renovar as críticas à Espanha, classificando o país como um “parceiro terrível”.
Esse não foi o único atrito do dia. O presidente americano também voltou a defender que a Groenlândia deveria ficar sob controle dos Estados Unidos, provocando a reação da Dinamarca, que garantiu que vai defender integralmente seu território.
A determinação de romper o comércio com os espanhóis não é inédita. Em março, Trump já havia dado uma ordem semelhante ao secretário do Tesouro, Scott Bessent, sem que isso resultasse em mudanças reais nas trocas comerciais entre os países.
Agora, o presidente insiste no rompimento e cobrou novamente que a Espanha cumpra a meta de investir 5% do PIB em defesa, definida pela Otan para os países-membros da aliança.
“A Espanha não concorda com nada, e vocês não deveriam sustentá-la”, disse Trump ao secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que tentou amenizar o clima e reconheceu que Madri “deu um passo importante” ao ampliar o investimento em defesa para 2% do PIB no ano passado.
O atrito também tem raízes na postura do premiê espanhol Pedro Sánchez, que negou aos Estados Unidos autorização para usar bases militares e espaço aéreo do país durante a ofensiva contra o Irã.
Espanha minimiza declarações
Do lado espanhol, o gabinete de Sánchez minimizou o episódio, tratando as falas de Trump como algo já esperado na relação bilateral. O governo não sinalizou qualquer mudança nos laços com Washington, que classificou como “excelentes”.
Apesar do impasse político, Washington e Madri seguem operando juntos duas bases militares estratégicas no sul da Espanha, voltadas a atividades navais e aéreas.
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