- A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em novembro em Belém, Brasil, com expectativa de 50 mil participantes.
- O evento enfrenta críticas por causa da alta dos preços de hospedagem e da infraestrutura inadequada.
- O governo brasileiro está mapeando as dificuldades logísticas das delegações e buscando soluções individuais.
- Medidas incluem a mobilização de navios cruzeiros, incentivo ao uso de habitações do programa Minha Casa Minha Vida e lançamento de um site de hospedagem com mais de 2.700 quartos.
- Delegações de 25 países solicitaram uma reunião de emergência na ONU, mas o governo afirma que não há plano B e que Belém possui 53 mil leitos disponíveis.
A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em novembro em Belém, Brasil, com a expectativa de 50 mil participantes. O evento enfrenta críticas devido à alta dos preços de hospedagem e à infraestrutura considerada inadequada para acomodar os delegados.
O governo brasileiro, sob a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, está mapeando as dificuldades logísticas enfrentadas pelas delegações. A intenção é resolver os problemas de hospedagem caso a caso, com um grupo de assessores dos ministérios do Turismo e do Meio Ambiente atuando diretamente com as delegações. A ministra Marina Silva já classificou os preços elevados como “pura extorsão”.
Desde o anúncio da conferência, os preços dos hotéis dispararam, com tarifas médias chegando a 700 dólares por noite. Em resposta, o governo está mobilizando navios cruzeiros e incentivando o uso de habitações do programa Minha Casa Minha Vida e plataformas como Airbnb. Além disso, um site específico para hospedagem foi lançado, oferecendo mais de 2.700 quartos.
Medidas em Andamento
A situação gerou descontentamento, levando delegações de 25 países a solicitar uma reunião de emergência na ONU para discutir a possibilidade de transferir o evento para outra cidade. No entanto, o governo reafirma que não há plano B e que Belém possui 53 mil leitos disponíveis, superando a demanda prevista.
O governo também está em contato com a Senacon e o Cade para investigar práticas abusivas nos preços. Apesar das tentativas de negociação, as empresas de hospedagem têm se mostrado relutantes em justificar os aumentos. A UNFCCC, braço da ONU para questões climáticas, compilou reclamações e formulou 48 questionamentos que o Brasil deve responder.
A expectativa é que as medidas adotadas pelo governo comecem a surtir efeito em breve, garantindo que todas as delegações tenham condições adequadas de participação. A organização da COP30 reafirma seu compromisso em realizar uma conferência ampla, inclusiva e acessível.
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