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Mais de 200 geoglifos são descobertos no deserto de Nazca com auxílio de IA

Inteligência artificial acelera descobertas arqueológicas e revela novos geoglifos, ampliando a compreensão da civilização Nazca

Uma nova geoglifo descoberto no Deserto de Nazca (Foto: Andina Agencia Peruana de Noticias)
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  • Uma equipe internacional, liderada pela Universidade de Yamagata do Japão e pela IBM, descobriu 248 novos geoglifos nas Linhas de Nazca, totalizando 893.
  • A revelação ocorreu durante a Expo 2025 Osaka-Kansai e destaca a complexidade da civilização Nazca.
  • Os novos geoglifos incluem 160 motivos figurativos, como pessoas e animais, e 88 geométricos, com quatro representando cenas de sacrifício humano.
  • A pesquisa utilizou inteligência artificial para analisar fotografias aéreas, permitindo uma identificação 16 vezes mais rápida em comparação com métodos anteriores.
  • Desde 1927, a pesquisa sobre as Linhas de Nazca evoluiu, com a introdução de novas tecnologias que facilitam a exploração do passado.

Uma equipe internacional, liderada pela Universidade de Yamagata do Japão e pela IBM, em parceria com pesquisadores peruanos, anunciou a descoberta de 248 novos geoglifos nas famosas Linhas de Nazca. A revelação, feita durante a Expo 2025 Osaka-Kansai, destaca não apenas a complexidade da civilização Nazca, mas também o impacto da inteligência artificial na pesquisa arqueológica.

Os geoglifos, que datam de mais de 2.000 anos, são desenhos feitos na terra com pedras e cascalho. Os novos achados incluem 160 motivos figurativos, como representações de pessoas e animais, e 88 geométricos. Entre os destaques, estão quatro geoglifos que retratam cenas de sacrifício humano, incluindo um sacerdote segurando uma cabeça humana. O líder do projeto, Masato Sakai, enfatizou que a disposição dessas figuras não é aleatória; elas estão localizadas ao lado de antigos caminhos, sugerindo que serviam como expressões rituais e mapeamento da memória coletiva.

Desde que as Linhas de Nazca foram oficialmente estudadas pela primeira vez em 1927, a pesquisa arqueológica evoluiu significativamente. A introdução de fotografias aéreas na década de 1940 permitiu a identificação de 112 geoglifos. Com o uso de imagens de satélite de alta resolução a partir de 2004, esse número aumentou para 318 até 2020. A atual pesquisa, que utiliza inteligência artificial, revolucionou esse processo, permitindo a identificação de 781 geoglifos apenas com essa tecnologia.

A equipe aplicou inteligência artificial para analisar milhares de fotografias aéreas, identificando áreas com alta probabilidade de geoglifos. Essa abordagem se mostrou mais eficiente do que as técnicas anteriores, que levaram quase um século para descobrir 430 geoglifos. Com a nova metodologia, a taxa de descobertas aumentou significativamente, alcançando resultados 16 vezes mais rápidos.

Atualmente, o total de geoglifos identificados nas Linhas de Nazca chega a 893, evidenciando o poder das novas tecnologias na exploração do passado. A utilização de inteligência artificial representa uma mudança de paradigma na arqueologia, permitindo que os pesquisadores se concentrem mais na interpretação dos achados do que na busca por eles. Essa inovação não apenas acelera as descobertas, mas também proporciona uma compreensão mais profunda das culturas ancestrais, cujos segredos permanecem ocultos no deserto.

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