- As negociações para um tratado internacional contra a poluição plástica, que envolvem 184 países, estão sem consenso.
- A quinta rodada de discussões terminou em impasse, com resistência de países produtores de petróleo e plástico, como Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita.
- Apenas 27 dos 198 países signatários do Acordo de Paris apresentaram novas metas climáticas até o momento.
- A falta de progresso nas negociações sobre plásticos pode impactar as discussões sobre mudanças climáticas na COP-30, marcada para novembro em Belém.
- O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, alertou que a demora nas decisões pode comprometer a análise das promessas climáticas antes da conferência.
A falta de consenso nas negociações para um tratado internacional contra a poluição plástica é um sinal preocupante para a COP-30, marcada para novembro em Belém. O secretário-executivo do Observatório do Clima, Márcio Astrini, destacou que a quinta rodada de discussões, realizada na sede da ONU em Genebra, terminou em impasse na última sexta-feira, 15. Representantes de 184 países não conseguiram chegar a um acordo, especialmente devido à resistência de nações produtoras de petróleo e plástico, como Estados Unidos, Rússia e Arábia Saudita, que rejeitaram medidas restritivas.
A situação é ainda mais crítica no contexto das metas climáticas. Apenas 27 dos 198 países signatários do Acordo de Paris apresentaram novas contribuições até agora, restando apenas três meses para a conferência. O Acordo, que exige atualizações a cada cinco anos, tem visto uma adesão insatisfatória, com muitos países, incluindo China e Índia, ainda sem compromissos claros.
Astrini alertou que a falta de progresso nas negociações sobre plásticos pode refletir nas discussões mais amplas sobre mudanças climáticas. Ele enfatizou que a demora nas decisões sobre combustíveis fósseis e emissões de gases de efeito estufa pode dificultar a manutenção da esperança em um futuro sustentável. A entrega das metas climáticas é crucial para que a ONU elabore um relatório que avalie a eficácia das promessas feitas pelos países, mas a lentidão atual pode comprometer essa análise antes da COP-30.
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