“Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a se preocupar com o Brasil”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (10), durante reunião sobre minerais críticos e estratégicos no Palácio do Planalto. O encontro ocorre em meio à tramitação do projeto de lei que cria a Política Nacional de […]
“Se o Trump está preocupado com a China, pode começar a se preocupar com o Brasil”, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (10), durante reunião sobre minerais críticos e estratégicos no Palácio do Planalto.
O encontro ocorre em meio à tramitação do projeto de lei que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, atualmente em análise no Senado. A proposta é considerada prioritária pelo governo.
Minerais como lítio, cobalto, níquel e terras raras estão entre os recursos mais valiosos do mundo. Eles são usados na fabricação de baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e painéis solares, entre outros equipamentos ligados à transição energética e à digitalização.
A reunião contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros da área econômica e de relações exteriores, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e representantes da Vale e de universidades como a Poli USP e a UFABC.
O que são minerais críticos
Minerais críticos são aqueles cujo fornecimento envolve algum tipo de risco, como concentração geográfica da produção ou dependência externa. As terras raras, um grupo de 17 elementos químicos, podem se enquadrar nessa categoria.
O Brasil tem a segunda maior reserva de terras raras do mundo, com cerca de 21 milhões de toneladas, o equivalente a 23% do total global, segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Apesar do volume de reservas, o país ainda responde por uma fatia mínima da produção mundial desses minerais, enquanto a China concentra a maior parte da extração e do refino em escala global.
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